Copa do Mundo 2014 – E o “vexame” do Brasil contra a Alemanha

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Não posso dizer que não gosto de futebol. Gosto. Futebol é o esporte que o Brasil adotou. Brasileiro ama futebol.

Também não posso dizer que não estava de alguma maneira torcendo para a seleção, ainda que, muito triste de como a Copa foi realizada e está sendo realizada neste país, quando há outras prioridades gritantes.

Só que, me dei conta hoje que a tristeza de perder um jogo – principalmente quando se fala de seleção brasileira e/ou principalmente Copa do Mundo – aparenta ser bem mais profunda e forte do que quando soubemos de roubos, corrupção, da falta de justiça e impunidade num país que é extremamente carente e deficiente em diversas áreas, como educação e saúde.

Na página inicial do portal UOL, está a foto de parte dos jogadores e escrito: “Vexame histórico”.

Não deveríamos sentir muito mais tristeza e chorar muito mais quando soubéssemos destes casos do que perder um jogo de futebol. Pois vexame mesmo é saber que somos um dos países mais corruptos, e que, os que se corrompem e cometem crimes em todas as esferas ficam impunes.

Certo! Não estou menosprezando a tristeza e indignação de pais e mães, filhos e filhas que perderam seu entes queridos em tragédias, ou famílias que passam fome, ou a falta de justiça e impunidade zero para com aqueles que cometeram delitos e deveriam pagar ou estar pagando por seus erros, crimes e delitos. Mas me parece que, embora, a corrupção seja algo tão “comum” e parece não mais “estarrecer” ninguém, o futebol é comum a todo o brasileiro, mas este mesmo povo chora mais pela perda de um jogo do que pelas mazelas causadas pela corrupção, pela injustiça, pela impunidade, pela indiferença, pela falta de instrução, pela saúde que anda a mingua, pelo pobre e necessitado que pede esmola nas esquinas, pelos juros abusivos de uma classe de pessoas que pensam no seu próprio umbigo.

Parabéns povo brasileiro. Parabéns para nós. Pois temos os governantes que merecemos.

Parabéns, pois o ganhar ou perder a copa, com certeza não mudará a situação caótica e triste que o Brasil se encontra, porém mostra que devemos ter vergonha na cara ao ir às urnas. Pois sempre, as Dilmas, PTs e militantes sempre vão nos oferecer pão e circo.

E grande parte do povo que aceita, somos nós cristãos.

Deveríamos chorar muito mais brasileiros, cristãos, pois acabamos aceitando pão e circo, ao invés de saúde e educação e lutarmos não somente quando tentamos baixar a tarifa do transporte público, mas refletir que estamos invertendo as prioridades e principalmente deixando nos conformar com o mundo.

“Toma vergonha Brasil, e vê se ama de verdade a Bandeira, pois a nação com essa massa inteira, está cansada de apanhar Brasil”.

Choremos por isto, e não por aquilo.

Anderson Alcides.

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Quando meu acessório de moda me disse para dar um tempo (Sobre compartilhar fotos de filhos nas redes sociais)

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Houve um dia quando um dos meus acessórios de moda falou comigo. Disse-me para dar um tempo. Eu tinha dito algo sobre isso no Facebook ou Twitter ou até mostrei uma foto no Instagram e não foi muito agradável. Tinha dito de forma legal o suficiente, mas a questão era clara: Pare com isso!

Tenho aprendido sobre mídias sociais enquanto as uso. Todos nós temos. Facebook, Twitter, Instagram e os demais tem adicionado algo novo, original para a experiência humana. Nós estamos nos adaptando enquanto as usamos, aprendendo como usá-las bem e aprendendo como não usá-las de forma ruim. Nós aprendemos através do sucesso ou fracasso. Mas nós aprendemos no decorrer do tempo. Ao menos assim espero.

Quando meus filhos eram jovens e muitos jovens, eu adorava contar às pessoas sobre eles através dos canais de mídias sociais. Eu amava compartilhar suas peculiaridades de crianças, limitações, seus pequenos triunfos e suas pequenas bobagens. Algumas vezes eu escrevi sobre eles e algumas vezes eu publiquei fotos deles. Isto era inofensivo, eu achava. E grande parte era.

Eu estava usando meus filhos para de alguma forma fazer de mim mesmo mais atrativo. Era tudo sobre mim.

Mas agora eu vejo: Algumas dessas fotos não eram para você ou para eles – elas eram para mim. Meus filhos eram acessórios para mim, um jeito de me fazer parecer bom aos seus olhos ou me fazer sentir bem. Eu somente compartilhava detalhes de suas vidas e momentos que me ajudassem de alguma forma. Eu estava usando meus filhos como um tipo de acessório de moda, o que o dicionário define como “uma coisa que pode ser adicionada a alguma outra, para que seja mais útil, versátil ou atrativo”. Era isso que era.

Então chegou o dia quando eu disse algo sobre um deles – nada terrível, nada humilhante, mas algo que teria estado mais bem guardado em silêncio. Mais tarde naquele dia nós fomos à igreja e alguém disse: “Ei, seu pai disse no Twitter que…” ou “Eu vi um Instagram seu…”. Constrangimento. Embaraço. E mais tarde, um apelo ao papai para parar com isso, e não usar as mídias sociais daquela forma novamente.

E foi então que eu percebi que eu estava tratando meus filhos apenas como uma extensão de mim mesmo. Quando eles eram bebês era fácil o bastante contar as pessoas sobre eles, sabendo que eles nunca saberiam ou se importariam o que eu contasse ou eles soubessem. Mas então eles ficaram um pouco mais velhos, e então mais velhos ainda. Eles fizeram a mudança para a maturidade e independência. Eles não queriam ser mais meus acessórios, para que eu publicasse o que eles dissessem ou o que tinham feito. E não era mais justo de minha parte tratá-los desta forma. Não é que eu não possa dizer nada sobre eles ou compartilhar fotos deles, mas a questão é somente justo fazê-lo se eu pedir permissão, para serem iguais, e não acessórios.

Pais, tenham um plano de saída. Mudem antes que eles precisem implorar a vocês. Nós amamos ver fotos do seu bebê quando ele nasce. Nós amamos ver fotos de sua filha quando ela dá os primeiros passos. Nós amamos escutar as coisas ridículas que eles dizem quando estão aprendendo a formar palavras e pensamentos e ideias. Mas em algum momento eles serão pessoas que terão compreensão e aquelas coisinhas lindas se tornarão privativas. Aquelas lindas fotos se tornarão fotos de família. E em algum ponto seus filhos não mais acharão graça.

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Post original: www.challies.com

Traduzido por: Anderson Alcides (Blog A Voz no Deserto)

Tradução autorizada via Twitter por: Tim Challies  – @challies

Permissão / Autorização de Reprodução: Você está permitido copiar, publicar em outro blog, imprimir, contanto que informe a fonte, blog, autor e tradutor.

O que é Batalha Espiritual?

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Fonte: Canal Bispo Walter McAlister

A diferença entre adoração congregacional e um show

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Olá querido leitor,

Já há algum tempo os posts não tem sido atualizados no A Voz no Deserto. A correria é grande. Muito trabalho, graças a Deus! Mas vamos retomar aos posts; e quero começar compartilhando este artigo do Blog Voltemos ao Evangelho sobre adoração congregacional (ou na igreja) e um show. Qual a diferença entre eles? Afinal, podemos adorar a Deus em um show? E como fica a adoração congregacional quando parece mais um show?

Você que é líder na igreja, pastor e ministro de louvor esteja aberto para que este artigo posso lhe ensinar. Anderson Alcides.

A diferença entre adoração congregacional e um show

John Piper, escrevendo em 2008:

Treze anos atrás, nós perguntávamos: qual deveria ser o som que define a adoração pública na Bethlehem, além da voz da pregação bíblica?

 
Nós queríamos dizer: deve ser órgão, piano, guitarra, bateria, coral, equipe de louvor, orquestra, etc.? A resposta que demos foi: “os membros da Bethlehem cantando”.
 
Alguns pensaram: isso não ajuda muito a decidir quais instrumentos devem ser usados. Talvez não. Mas ajuda absurdamente a esclarecer o significado de tais momentos.
 
Se a Bethlehem não está “entoando e louvando de coração ao Senhor” (Efésios 5.19), então está tudo acabado. Nós declaramos falência e fechamos. Este não é um compromisso pequeno.
 
James K. A. Smith, escrevendo ano passado, fez uma declaração semelhante. Enquanto pode haver algumas exceções ao que ele diz aqui, penso que é totalmente correto em relação ao principal impulso da adoração congregacional cristã.

1. Se nós, a congregação, não podemos nos ouvir, não é adoração.

Adoração cristã não é um show. Em um show (uma “forma de apresentação” particular), nós frequentemente esperamos ser completamente imersos no som, especialmente em certos estilos de música. Em um show, nós esperamos aquela estranha espécie de privação sensorial que acontece com a sobrecarga sensorial, quando o golpe do baixo em nosso peito e a onda de música sobre a multidão nos deixa com uma sensação de vertigem auricular. E não há nada errado com shows! Só que a adoração cristã não é um show. A adoração cristã é uma prática coletiva e pública — e o som unificado e a harmonia da congregação cantando junta são essenciais à prática da adoração. É uma maneira de “apresentar” a realidade de que, em Cristo, somos um corpo. Mas isso requer que, de fato, sejamos capazes de ouvir nós mesmos e nossos irmãos e irmãs cantando conosco. Quando o som amplificado do grupo de louvor supera as vozes da congregação, não podemos ouvir nós mesmos cantando — então perdemos o aspecto público da congregação e somos encorajados a efetivamente nos tornarmos adoradores “particulares”.

2. Se nós, a congregação, não podemos acompanhar, não é adoração.

Em outras formas de apresentação musical, os músicos e as bandas irão querer improvisar e “ser criativos”, oferecendo novas adaptações e exibindo sua virtuosidade com todo o tipo de firulas, pausas e improvisações sobre o tom recebido. Novamente, esse pode ser um aspecto prazeroso de um show, mas na adoração cristã isso só significa que nós, a congregação, não podemos acompanhar. Então sua virtuosidade dá lugar à nossa passividade; sua criatividade simplesmente encoraja nosso silêncio. E enquanto você pode estar adorando com sua criatividade, a mesma criatividade, na verdade, cala a canção congregacional.

3. Se vocês, o grupo de louvor, estão no centro da atenção, não é adoração

Eu sei que normalmente não é sua culpa que o tenhamos colocado na frente da igreja. E eu sei que você quer ser modelo de adoração para que nós o imitemos. Mas por termos encorajado você a basicamente importar formas de apresentação do meio artístico para o santuário, podemos não perceber que também involuntariamente encorajamos um senso de que você está no centro da atenção. E quando sua performance se torna uma demonstração da sua habilidade — mesmo com a melhor das intenções — é difícil contrariar a tentação de fazer do grupo de louvor o foco da nossa atenção. Quando o grupo de louvor toca longos períodos instrumentais, os quais podem ser considerados pelo próprio grupo como “ofertas para Deus”, nós, a congregação, nos tornamos completamente passivos, e por termos adotado hábitos de tomarmos como exemplo a música dos Grammys e do meio artístico, nós involuntariamente fazemos de vocês o centro da atenção. Pergunto-me se pode haver alguma reflexão intencional a respeito da localização (ao lado? Liderar o louvor de trás?) e da performance que possa nos ajudar a contra-atacar tais hábitos que trazemos conosco para a adoração.

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Fonte: Voltemos ao Evangelho.

Original: The Difference between Congregational Worship and a Concert.

Site: thegospelcoalition.org Copyright © 2014 The Gospel Coalition. Tradução: Alan Cristie; Original: A Diferença entre Adoração Congregacional e um Show

Aceitei a Cristo, estou salvo (parte 2)

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certeza da salvaçãoContinuando com o post Aceitei a Cristo, estou salvo (parte 1), vamos refletir mais um pouco sobre este assunto e buscar um compreensão final, embora há muito a ser refletido.Mas, antes de qualquer coisa, se você ainda não leu a primeira parte, sugiro que o faça para seguir a linha de raciocínio. É importante. Clique aqui para ler.

Em tempo, é necessário fazer algumas considerações a respeito do primeiro artigo. A primeira é: ninguém pode dizer quem está salvo ou quem não está. Não é o objetivo deste artigo que alguém saia pelas ruas apontando o dedo e dizendo: “Este está salvo, aquele não está”.

Em segundo lugar: não é a intenção de menosprezar ou tornar o apelo desnecessário. Apelo tem o seu lugar na busca de salvação de pessoas.

Terceiro, o objetivo é nos levar a reflexão sobre a vida cristã, à uma compreensão piedosa, sincera e analítica da vida pessoal enquanto declarados cristãos e filhos de Deus, salvos pela Sua Graça. E ainda; à uma consciência sobre evangelização e salvação de vidas.

Então, se já leu a primeira parte (e espero que você tenha lido), podemos concordar que o ponto central do primeiro artigo é sobre instantaneidade e nossa rapidez em dar uma resposta às perguntas feitas sobre salvação baseados em apenas em ações simples e orações feitas, como sendo suficientes em si para crermos que alguém está salvo. Vimos inclusive como os irmãos puritanos lidavam com este assunto. Sobre a ênfase que davam sobre evangelização quanto à salvação.

Entretanto, não podemos pensar que eles [os puritanos] estavam fazendo muita confusão sobre este assunto. O fato é que os evangélicos hoje (em sua grande maioria e principalmente na vertente neopentecostal) encaram a salvação de um ponto de vista muito diferente. Certeza de salvação então, não vem simplesmente de um levantar de mãos, ou fazer uma decisão por Cristo, e a partir de então, a pessoa já ter a certeza da salvação. É necessário que haja demonstrações de uma fé ativa.

Thomas Brooks, em seu livro “Céu na Terra” diz o seguinte (numa página ele começa dizendo): “certeza da salvação não faz parte da essência do ser um cristão”, mas logo alguns parágrafos abaixo ele diz: “entretanto a fé a seu tempo, por si mesma se erguerá e progredirá até a plena convicção”. Então, se vê aqui, como os puritanos mantinham os dois lados: a fé inicial é suficiente para nos levar a Cristo, porém ela tem que crescer e progredir até desabrochar em segurança plena.[1]

Porém, através da análise da minha vida pessoal é possível saber se estou salvo? Somente das atitudes? Esta é a base para saber isto? Com certeza não! Aliás, como vimos no primeiro artigo, os puritanos buscavam um equilíbrio sobre este assunto mostrando a relação entre o intelecto e o testemunho interno do Espírito Santo. Por isto, esta compreensão de como o evangelicalismo brasileiro trata este assunto em contraste de como alguns irmãos e legado que deixaram, é necessária para o nosso entendimento.

“Quando por um lado nós temos a tendência ao formalismo: que leva uma pessoa a acreditar que está salva apenas porque é firme doutrinariamente. A essa o puritano diria: “E o seu coração meu irmão? E o testemunho interno do Espírito Santo?”. Por outro lado nós temos o emocionalismo divorciado de uma mente informada. A esse o puritano dizia: “Não, não, você tem que estudar a Palavra, examiná-la, e examinar a sua vida. As duas coisas têm que bater antes de que você diga que você está salvo”.” [2]

Esta relação entre o testemunho interno do Espírito Santo e o exame externo, precisa andar junto. Não podem ser e nem estar separados. Notemos que a salvação é algo relacionado ao novo nascimento, à regeneração, e que é algo realizado pelo Espírito. Não podemos saber em quem o Espírito tocou, mas podemos ver os seus efeitos, assim como vemos, ouvimos e sentimos os efeitos do vento. Nós achamos a manifestações visíveis do novo nascimento nos frutos de uma vida mudada.

É importante notar que nascer de novo, ser regenerado, não significa viver uma vida completamente perfeita. Embora a regeneração seja imediata, nosso corpo corrompido pelo pecado ainda sofre com as consequências e nós lutamos dia a dia contra o pecado que habita em nossa carne.

“De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.” Rm. 7.18-19

“Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.” Rm. 7.23

A diferença da busca na certeza da salvação e a confirmação da vocação do crente, é que o pecado agora precisa ser confrontado à luz da Palavra de Deus, pelo Espírito Santo quem em nós habita. O pecado não pode ser natural ao homem nascido de novo, não pode ser natural àquele que foi salvo. Agora o salvo, precisa crescer em Cristo e confirmar cada dia a sua vocação. Aquele tocado pelo Espírito, iluminado por Cristo, precisa agora buscar crescer e se santificar. Não como resultado de uma imposição ou até legalismo, visto que não somos salvos por nada que fazemos, mas pela graça de Deus.

“Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis.” 2 Pe. 1.10

“Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” Cl. 3.1-3

A ênfase que os puritanos davam à salvação e obediência ao Senhor muitas vezes era e foi muitas vezes mal interpretada. A crítica que se faz aos puritanos a essa altura é esta: já que a certeza de salvação está ligada à santificação, quando é que o crente vai ter certeza de salvação?

“Mas a resposta do puritano era esta: Não estamos dizendo que você tem que ser plenamente santificado, para você ter certeza de salvação. Estamos dizendo é que a partir do momento em que você tem os sinais externos mínimos e básicos da operação da graça de Deus, você passa a ter certeza de salvação. A resposta é essa. É aqui, então, o lugar da obediência à Palavra de Deus dentro da teologia puritana. Nós podemos dizer que é um círculo, e esse círculo está expresso na Confissão de Fé. No capítulo XVI, parágrafo 2: “boas obras, feitas em obediência aos mandamentos de Deus, são o fruto e as evidências de uma fé viva e verdadeira;…”. Então os puritanos sabiam que a fé produz obras vivas e verdadeiras. Continua: “por elas”, por estas obras, “os crentes manifestam a sua gratidão e robustecem a sua confiança (fé)…”. Então diziam: A fé produz obras e as obras robustecem a fé, é um círculo. Uma coisa leva à outra. Uma e outra, como diziam os puritanos, as bênçãos de Cristo se fortalecem mutuamente no coração do crente. Funcionava desta maneira.” [3]

Por isto em contraste e análise com o evangelicalismo brasileiro atual e muitas coisas que têm acontecido neste país, quando alguém em evidência (e geralmente na mídia) diz ter se convertido, é necessário analisarmos com cuidado. Primeiro para não julgarmos precipitadamente e condenarmos alguém que o Espírito de fato regenerou (e é algo que não sabemos), agindo sem amor para com aquela alma. Segundo que, uma árvore boa dá frutos bons, uma fonte de água doce não pode jorrar água salgada; então só o tempo dirá. O ponto é equilíbrio.

Então como tudo isto me ajuda avaliar e buscar a certeza da salvação? Como diriam os puritanos, digo eu também: “A obra completa de Cristo, e a obra do Espírito em nós, torna esta certeza possível. É pecado não buscar esta certeza depois do que Cristo fez na cruz do Calvário, depois que o seu Espírito foi derramado no dia de Pentecostes”.

Depois, nos ajuda também, como já mencionada, a corrigir a influência do evangelho barato, que oferece uma certeza de salvação com base em decisões feitas em resposta a apelos (por decisão), sem que haja sinais que podem ser observados de arrependimento, de mudança, de fé verdadeira. Os puritanos diriam: “Certeza de salvação depende da santificação. É necessário crescer na graça, no auto-exame, na percepção da graça de Deus no coração”. E isso, eu acredito, é muito importante e prático, especialmente na hora em que vamos examinar os candidatos à Profissão de Fé.

Essa doutrina puritana pode nos ajudar contra a influência do legalismo proveniente, infelizmente, de alguns círculos pentecostais que torna a certeza de salvação inatingível, porque é baseada no rigorismo do cumprimento da Lei. Ou então baseada em evidências legalistas. O puritano diria: “A certeza de salvação não se baseia na auto-avaliação, como sendo algo pessoal do crente, mas na percepção da graça de Deus agindo em seu coração. Não tem nada de legalismo”. [4]

Por fim, analisemos nossas vidas. Como estamos nós? Como está a sua vida? Quais são as evidências internas e externas que servem como base para você crer que faz parte dos eleitos de Deus?

Aqui também vai uma palavra de conforto aquele que tem buscado esta certeza: Continue a prosseguir. Pois pela vontade de Deus você encontra esta certeza. Continue crescendo na graça e no conhecimento de Cristo, em contínua análise interior e exterior, da sua conduta à luz da Palavra do Senhor, pedindo e rogando ao Senhor para te ajudar a vencer a cada dia a luta contra o pecado. Corrija o que tem ser corrigido. Obedeça à Deus.

Em Cristo,

Anderson Alcides.

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Bibliografia:

[1]  Lopes, Augustus Nicodemos; O Pensamento Puritano; Monergismo

[2] Lopes, Augustus Nicodemos; O Pensamento Puritano; Monergismo

[3] Lopes, Augustus Nicodemos; O Pensamento Puritano; Monergismo

[4] Lopes, Augustus Nicodemos; O Pensamento Puritano; Monergismo

Halloween, a Reforma e a Sua Família

Por Pr. John McAlister

foto-artigo-halloween3“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12.2

De uns tempos para cá algumas famílias têm me procurado nesta época do ano para perguntar: “Pastor, o que o senhor pensa do Halloween?” Esta celebração, antes conhecida apenas na América do Norte, tem se tornado cada vez mais presente no calendário de empresas, condomínios, casas de festas, cursos de língua inglesa e, agora, no currículo de várias escolas onde nossos filhos estudam. Afinal de contas, qual deve ser a nossa postura diante de tal fenômeno?

Uma simples pesquisa revelará que os antecedentes desta festa são nada recomendáveis. Originada entre os celtas na Irlanda, séculos antes do nascimento de Cristo, o Halloween – forma abreviada do inglês All Hallows’ Eve, véspera do dia de todos os santos no calendário católico romano – tem em sua simbologia e em seus rituais uma clara identificação com a magia, a feitiçaria e o culto aos mortos. Isso por si só já deveria nos causar um grau elevado de preocupação e vigilância.

“Mas pastor, como algo tão oculto e tenebroso pode ser tratado com tanta naturalidade e simpatia pelos professores das nossas crianças?” Precisamos entender que já há algum tempo a nossa cultura vem se abrindo para uma forma de ocultismo conhecida como “magia branca”, a magia benevolente, por assim dizer. Tanto na literatura como nos filmes e desenhos temos visto o aumento da presença de bruxinhos e bruxinhas, fadas e feiticeiros, e toda sorte de personagens do universo místico característico das religiões pagãs. Numa sociedade cada vez mais tolerante e aberta para essas manifestações, o Halloween representa apenas mais um passo nessa exposição crescente dos nossos filhos ao ocultismo travestido de folclore.

Como ministro do Evangelho minha resposta à pergunta inicial poderia ser um simples: “Diga não ao Halloween! Proteste! Fuja!” Embora eu concorde que devemos proteger nossos filhos impedindo-os de participar desta celebração, creio também que a nossa responsabilidade como pais e educadores vai além disso.

Coincidentemente, no mesmo dia 31 de outubro em que se celebra o Halloween, ou dia das bruxas, a Igreja Protestante celebra o aniversário da Reforma Protestante. Nesta data, há quase 500 anos, Martinho Lutero afixou na porta da capela de Wittenberg as suas 95 teses convocando a Igreja a um diálogo crítico acerca dos costumes da Igreja e da sociedade da época à luz da Palavra de Deus. Este evento acabou por desencadear o que ficou conhecido como a Reforma e o nascimento da Igreja Protestante.

Creio que hoje vivemos essa mesma situação dos reformadores. Está na hora de pararmos, pensarmos e avaliarmos os tempos segundo a Palavra de Deus. Em vez de apenas dizer “não” aos educadores e aos nossos próprios filhos, os quais poderão se sentir prejudicados e excluídos da celebração dos seus colegas, precisamos também sentar e aprender a conversar com eles sobre as coisas de Deus. É hora de reunir a família, abrir a Palavra e juntos buscarmos a direção do Senhor, não só em função de uma celebração pagã, mas em função de tudo que fazemos como povo de Deus.

A pergunta que devemos fazer sobre o Halloween ou qualquer celebração ou qualquer agenda da nossa casa é: “Como isso promove a glória de Deus em nossa vida? Podemos orar e concordar sobre isso em nome do Senhor Jesus Cristo? Isso agrada o Espírito Santo? A Palavra de Deus assim permite que o façamos?” Agindo assim, certamente estaremos honrando o legado dos pais da Reforma Protestante, mas, acima de tudo, o próprio âmago das Escrituras Sagradas.

Que o Senhor seja louvado em sua vida, em sua família e em nossa igreja. A Ele seja toda glória!

Link original: Abertosparareforma.com.br

26 razões para parar de ver pornografia

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Consequências destrutivas que a pornografia tem sobre um homem

As seguintes consequências são o que acontece quando um cristão vê pornografia. A lista cobre uma grande área dos resultados negativos que a pornografia tem sobre um homem que é seguidor de Jesus.

  1. Alienação de Deus. Você não mais se sente próximo de Deus. Você não experimenta o poder de Deus. Você não mais tem a alegria de sua salvação.
  2. Cega você para as consequências. Temporariamente te desliga da sua caminhada com Deus, de seus relacionamentos com sua esposa, seus filhos e outros. Te cega sobre o que te acontecerá espiritual, física, emocional, mental, social, vocacional e relacionalmente.
  3. Cria expectativas irrealistas. Os homens começam a pensar que toda mulher deveria se parecer com aquelas e que esse tipo de relação é como seu relacionamento com sua esposa deve ser.
  4. Distorce sua visão do sexo. A pornografia te faz acreditar que o sexo é somente para o prazer do homem e que as mulheres são simplesmente objetos a serem usados, ao invés de criações de Deus que devem ser honradas e respeitadas.
  5. Nunca é o bastante. A pornografia tem um efeito crescente. Como uma droga, você precisa de mais e mais para satisfazer a lascívia. Ela te leva rapidamente a um caminho de destruição e para bem longe da paz, alegria, e relacionamentos saudáveis.
  6. Liberdade sobre o que você pensa e faz é perdida. Você se torna escravo de seus pensamentos pecaminosos que levam a atos pecaminosos.
  7. A culpa depois que você vê pornografia. Mas a culpa não é o suficiente para te prevenir de fazer na próxima vez.
  8. A sexualidade saudável é obscurecida pela pornografia. Sexo saudável é somente o sexo marital, que inclui sexo regular, sexo altruísta e sexo amoroso.
  9. Te isola e faz você se sentir totalmente sozinho e como o único que luta contra a pornografia e a lascívia.
  10. Ameaça seu relacionamento com sua esposa ou futura esposa (se você é solteiro), seu testemunho de Jesus Cristo, e tudo em sua vida que é importante para você. Você põe tudo isso em risco pela pornografia.
  11. Te mantém em um ciclo de autodestruição. A pornografia parece medicar a dor em sua vida, mas somente adiciona mais dor à dor. A pornografia te leva a fazer coisas que você nunca pensou que faria. O pecado te levará para mais longe que você gostaria. Ele te manterá mais longe que você gostaria. E te custará mais do que você gostaria de pagar.
  12. Lascívia – lascívia sexual pecaminosa – te leva a atos sexuais pecaminosos. Pornografia posta em sua mente é como colocar gasolina no fogo do desejo sexual errôneo, resultando em pensamentos e ações destrutivas.
  13. Mascara a verdadeira ferida.Você está procurando a cura e torna as coisas piores.
  14. Nunca é uma experiência neutra. Você não pode ver pornografia e não ser afetado por isso. Essa experiência é sempre inconsistente com a Palavra de Deus.
  15. Objetifica as mulheres. A pornografia as transforma em objetos sexuais. Ela sequestra a capacidade do homem de ver uma mulher mais velha como uma figura materna, uma mulher da mesma idade como uma irmã e uma mulher mais nova como a figura de uma filha.
  16. Traz um prazer muito curto, seguido por dor e mais dor.
  17. Abandonar torna-se a luta de uma vida. Uma vez que você permite que a pornografia entre, há uma batalha violenta com Satanás e com sua velha natureza para se vigiar. Uma vez que você permite que a pornografia entre em sua vida, sempre haverá uma batalha. É uma batalha vencível, mas uma batalha diária.
  18. Permanece em sua mente para sempre. Satanás mantém aquela imagem repetindo em sua mente para criar um ciclo de luxúria pecaminosa e te levar de volta à pornografia. Você se torna ligado a uma imagem, não a uma pessoa.
  19. A vergonha entra em sua vida. Culpa é sentir-se mal por algo que você fez. A vergonha, no entanto, é baseada em sentir-se mal por quem você é. A pornografia traz vergonha. Deus nunca traz vergonha. Satanás sempre traz vergonha.
  20. A confiança é perdida com as pessoas que você mais ama e respeita.
  21. Abre a porta para todo pecado sexual. A pornografia é um portal, uma entrada que traz nada de bom e tudo de doloroso, como masturbação compulsiva, desejos, práticas sexuais perigosas, visita a lugares adultos, uso de prostituição, práticas sexuais pervertida e abuso sexual.
  22. Viola mulheres. Como? Você está colocando seu selo de aprovação em uma indústria que degrada e desumaniza mulheres.
  23. Um convite para olhar para outras mulheres.
  24. Extingue a verdade. A pornografia promove a mentira. Você mente para os outros, mente para Deus e mente para si mesmo. Você mente mais para cobrir velhas mentiras. Você se torna uma mentira viva.
  25. Te liga a uma imagem. Você fica preso e ligado à imagem ao invés de sua esposa ou futura esposa se você é solteiro.
  26. Fecha seus lábios para o louvor a Deus, falar sobre sua fé, contar aos outros como eles podem experimentar Deus.

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Via Iprodigo

Traduzido por: Josaías Jr.

Não, Caio Fábio, Jesus não é sua chave hermenêutica

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Por Yago Martins

Nas primeiras vezes que eu li o texto da Grande Comissão e vi Cristo dizendo que deveríamos ensinar os discípulos a obedecer tudo o que Ele ordenou, eu fiquei me perguntando onde o resto do Novo Testamento entrava nisto. Não bastaria ficarmos com aquilo que Cristo falou, e só? Se temos os ensinos do próprio Deus-Filho registrados, para que mais palavras de homens mortais? Com pouco tempo de fé, pude encontrar boas respostas para meus questionamentos infantis. Porém, muitas pessoas ainda estão confundidas com este assunto. Um exemplo de promotor deste tipo de confusão é Caio Fábio, que hoje tem arrebanhado para sua religião muitos seguidores e fiéis:

Eu estou em Jesus, eu não estou na Bíblia. […] O cara que quiser que Jesus e a Bíblia toda deem certo tá danado. […] Pela Bíblia é melhor a gente acabar esse programa porque está todo mundo danado. […] eu não ando [conforme o texto bíblico], tanto quanto Jesus […]. Quem quer andar com Jesus, é assim. Quem quer base bíblica, vira fariseu, joga pedra.[1]

Em outro lugar, Caio Fábio diz que aquilo na Escritura que não está afirmando ou que 1. Jesus é Deus, ou que 2. somos pecadores, não passa de capricho ignorando pelo Cristo:

“É estranho como Jesus e os apóstolos não usaram a Bíblia como argumento de fé […] Afinal, a Bíblia jamais seria a apologia de Jesus; posto que Jesus fosse o Verbo vivo e falando o que a Bíblia nem poderia sonhar em falar, revelar e dizer… Cristãos que vivem para defender a Bíblia ainda não conheceram Jesus mesmo! […] Da Bíblia o que se pode dizer é que ela é fiel como Palavra apenas porque afirma que Jesus é Deus e eu sou dos pecadores o principal! O mais é um diletantismo ao qual Jesus jamais teria tempo e animo para se dar… Depois que o Evangelho entrou em mim a Bíblia passou a ser apenas um Testemunho, mas não o Testemunho! Sim, pois em mim o Testemunho é o do Espírito![2]

Em outro momento, concordando que o Jesus dos evangelhos não se parece nada com o Jesus que Paulo apresenta em Romanos 9-11, chamando esta posição de “simples, sábia e sensata”, Caio Fábio diz que estes capítulos são “um apêndice de um surto paulino” que não se parece com nenhum outro escrito ou com a prática de Paulo. “Na minha opinião, Romanos 9, 10 e 11 são totalmente dispensáveis. Sabe porque? A descrição de Paulo, tentando explicar o inexplicável, criou uma bananosa filosófica”. Ele ainda diz que as palavras negativas do texto, como “odiou”, não cabem, pois “não parecem com o todo de Jesus”. “Eu prefiro ficar com Jesus, que não sendo Paulo”, pregou coisas diferentes. “Isso é o poder dessa chave hermenêutica”, diz ele. ”Meu amigo Paulo, eu lamento muito que você tenha tentado fazer essa viagem. Você não tinha nem linguagem. Você não tinha adequação”. ”É uma conversa que tem a ver com a dimensão de um homem judeu, psicologicamente maltratado, frustrado, perseguido, magoado”. Ele diz que vê, neste texto, “o surto do Paulo judeu”. Ele chama ainda, esta atitude de Paulo de uma “gafe” que empobreceu e enfeiou Deus. “quando Paulo coincide com Jesus, Paulo tá com tudo, quando Paulo fala como Paulo, eu olho um homem, um tempo, uma relatividade, uma circunstância”. Ele, literalmente, lança várias repreensões e conselhos ao apóstolo Paulo em vários momentos do vídeo [3].

A prerrogativa que ele e seus discípulos usam para tal posição é que eles possuem Jesus como chave-hermenêutica. Para eles, isso significa que só deve ser aceito como verdade Bíblica aquilo que for semelhante à imagem que eles possuem de Cristo. Se qualquer outro trecho da Escritura ensinar algo que, porventura, não pareça pertencer ao Cristo, então deve ser considerado anátema.

O que Caio Fábio e seus pupilos não conseguem perceber é que ter Jesus como nossa chave hermenêutica significa que nós vamos ler toda a Escritura procurando como cada ensino, cada doutrina e cada livro se relaciona com o Plano maior de Deus na redenção de Cristo, e não que vamos solapar tudo aquilo que não gostamos na Escritura com a desculpa de que “Jesus não pregaria isso”. Assim, uma constatação torna-se inegável: praticamente todos que advogam ter Jesus como chave hermenêutica são ímpios que leem a Escritura desconsiderando tudo aquilo que suas mentes carnais odeiam. Você encontra esta loucura nos blogs e comentários de tais homens. Ter Cristo como chave hermenêutica deveria nos motivar a encontrar como a história do Evangelho está prefigurada, confirmada, anunciada, ilustrada ou ensinada em cada página da Bíblia, e não nos fazer arrancar da Escritura tudo aquilo que a gente acha que Jesus não diria. Aqueles que dizem que as palavras de Jesus são mais importantes que as de Paulo, não entenderam as palavras de Jesus.

Eu, sinceramente, não entendo como uma pessoa inteligente pode cair em erro tão crasso. A igreja está fundamentada na doutrina dos Apóstolos (Ef 2:20). Nós não vimos Jesus pessoalmente, eles sim. Por isso que Pedro e João podiam falar sobre “as coisas que vimos e ouvimos”, pois eles estavam lá, e atestaram com sangue o que pregaram. Assim, como alguém comentou no meu Facebook certa vez, só pode ser um louco aquele que cisma em separar o ensino Bíblico do ensino de Jesus, a autoridade bíblica da autoridade de Jesus e a visão bíblica da visão de Jesus. Os discípulos precisam de toda a Escritura, e não de parte dela. É um verdadeiro insulto a Jesus dizer que nada, a não ser parte do que foi registrado de Sua Revelação ao longo da história bíblica – a encarnação – vale a pena considerar como Palavra do Senhor. É como se dissessem que amam tanto suas esposas que não se importa com as mães, amigos, família, conversa ou qualquer coisa que não seja ela própria. Estes caem na condenação de Jesus, através de Paulo, quando condena aqueles que, dizendo ser apenas de Cristo, se recusavam a ouvir o que diziam os apóstolos (ver 1 Co 1:10-17).

Cristo prometeu aos seus apóstolos não apenas que o Espírito Santo os faria “lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14:26), mas também que o Espírito Santo “vos ensinará todas as coisas” (Jo 14:26) e “vos guiará a toda a verdade” (Jo 16:13). Os apóstolos receberam de Cristo, através do Espírito, mais daquilo que o Senhor desejou que soubéssemos. O próprio Jesus deixou claro que ensinaria mais aos Apóstolos mesmo após Sua morte e ascensão. Paulo deixa isso claro aos Gálatas: “Irmãos, quero que saibam que o evangelho por mim anunciado não é de origem humana. Não o recebi de pessoa alguma nem me foi ele ensinado; pelo contrário, eu o recebi de Jesus Cristo por revelação” (Gl 1:11-12). É por isso que o apóstolo Pedro podia dizer que “o mandamento do Senhor e Salvador” foi “ensinado pelos vossos apóstolos” (2 Pe 3:2), além de dizer que os escritos de Paulo estavam equiparados com todo o Antigo Testamento, chamando-os de “Escritura” (2 Pe 3:16). Paulo podia dizer: “Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo” (1 Co 14.37). O apóstolo agradecia a Deus sem cessar pelos Tessalonicenses: “ao receberem de nossa parte a palavra de Deus, vocês a aceitaram não como palavra de homens, mas segundo verdadeiramente é, como palavra de Deus” (1 Ts 2:13). Paulo ensinava “não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito” (1 Co 2:13). Paulo não poderia ser mais claro: “Cristo fala por meu intermédio” (2 Co 13:3).

Outros livros também entram neste escopo. O próprio Paulo, em 1 Timóteo 5:17,18 diz fazer uma citação da “Escritura”, e segue fazendo duas referências: uma a Deuteronômio 25:4 e outra a Lucas 10:7 (usando até o mesmo fraseado grego)! Para o apóstolo, os escritos neotestamentários dos evangelhos também eram Palavra de Deus. Tanto os Evangelhos como as Epístolas no Novo Testamento vêm a nós com a autoridade de Jesus, e Ele quer que nós ensinemos essas coisas aos discípulos.

“Somos seguidores de Cristo ou de Paulo?”, podem perguntar alguns. “Como podemos seguir o ensino de outros homens além de Jesus?”, já me foi questionado. Respondo, com sinceridade, que Cristo é meu único Senhor. No entanto, tudo o que sabemos sobre Cristo vem de Paulo e dos outros discípulos de Cristo. Se não acreditarmos nestes, não nos sobra nada dAquele. Como alguém pode dizer que só segue Jesus, e não os apóstolos, se todos os registros que possuímos sobre Jesus provêm dos apóstolos e de seus companheiros? Cristo nunca escreveu sobre si. Tudo o que temos sobre Ele passou pela mão de seus discípulos primitivos.

Crer em Jesus está definitivamente ligado a crer nos Apóstolos e em seus companheiros. Se você não acredita na doutrina de Paulo, de Tiago, de Pedro, de Lucas, de Marcos, de Mateus, de João e de Judas, como você pode acreditar nos registros que alguns deles fizeram do Messias? Se Paulo disse algo em Romanos ou aos Coríntios que foi fruto de seus preconceitos ou de sua criação judaica, por que ele não poderia ter feito o mesmo ao instruir Lucas em seu registro do Evangelho? Se Pedro não é digno de toda a nossa confiança, ou se sua doutrina é inferior ou secundária, como podemos dar tanta atenção àquilo que Marcos aprendeu dele e registrou no Evangelho? Se Tiago poderia errar, por que não Mateus? Se João se enganou em suas epístolas ou no Apocalipse, por que acreditamos em seu registro da vida do Logos? A verdade que muitos tolos ignoram é que, ou você aceita o Novo Testamento por completo, até a última letra, ou você não tem Jesus, não tem cristianismo, não tem Bíblia, não tem fé e não tem salvação. Ou temos o Novo Testamento por completo ou não temos Testamento nenhum.

Deve-se admitir, então, que se vamos ter uma religião não doutrinária, ou uma religião doutrinária fundamentada meramente em verdades gerais, isso significa que não somente temos que nos livrar de Paulo, da igreja primitiva de Jerusalém, mas também de Jesus:

Infelizmente, ainda há, em pleno século XXI, quem tente opor Jesus aos outros escritores bíblicos. Como disse Gresham Machen, tem-se a impressão que o liberal substitui a autoridade da Bíblia pela autoridade de Cristo. Tal homem diz que não pode aceitar o que ele considera um ensino imoral do Antigo Testamento ou um argumento sofisticado de Paulo, em oposição os simples e morais ensinos de Jesus. Assim, ele se considera o mais puro verdadeiro cristão, uma vez que, rejeitando todo o restante da Bíblia, ele só depende de Cristo[4].

Paulo deixa claro que as suas epístolas também são coisas que Jesus agora nos ordena, de tal modo que “aquele que rejeita estas coisas não está rejeitando o homem, mas a Deus” (1 Ts 4:8). Você entendeu bem o que acabou de ler? Você nega a Deus se ignora todo o escopo do Novo Testamento! Como comenta Thomas Edwards: “Quem se recusa a ouvir os apóstolos de Cristo recusa-se a ouvir o próprio Cristo e atrai sobre si seu descontentamento”[5]. Homens como Caio Fábio e sua corja, que tratam o que é revelado após Jesus como contaminado com o machismo, judaísmo ou o diabo que for de Paulo estão, na verdade, negando a Deus. O destino dos que tal coisa fazem é certo e inequívoco, a menos que se arrependam de sua blasfêmia. Parafraseando o que o Dr. Jay E. Adams diz sobre Paul Tillich, durante uma das suas preleções na Conferência Fiel para Pastores e Líderes, em 1989: “Ler ou ouvir um sermão de Caio Fábio é ouvir o que o inimigo tem a dizer”[6].

[1] FÁBIO, Caio. Pra eles, sou um herege, pois eles estão na bíblia, e eu estou em Jesus! Disponível em: <http://youtu.be/GuCjSuACYMc&gt;. Acesso em: 3 jun. 2013.

[2] FÁBIO, Caio. A Bíblia serve a Jesus, não Jesus à Bíblia! Disponível em: http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=05222.
[3] FÁBIO, Caio. Caio, esse trecho da carta de Paulo não parece com Jesus. Por isso odeio a Jesus! Disponível em: http://vimeo.com/75018092.
[4] MACHEN, Gresham. Cristianismo e Liberalismo. São Paulo, SP: Sheed Publicações, 2012, p. 43,68.
[5] EDWARDS, Thomas. A commentary on the first epistle to the Corinthians. London: Hodder & Stoughton, 1903, p. 384.
[6] Referência muito bem lembrada por Alan Rennê Alexandrino Lima, no Facebook.

Via: Yago Martins

Yago Martins é cristão, estudante de Teologia, trabalha com Missões Urbanas e escreve em seu blog Yago Martins, combatendo o bom combate, edificando a Igreja sendo arauto do Rei e combatendo as heresias do nosso tempo.

Moças e rapazes, cuidado com o que postam!

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Depois de ver fotos de amigas de seus filhos na internet e ficar chocada com o fato delas serem tão provocativas, uma mãe escreveu uma carta muito sábia para todas as garotas por aí na internet. Leia o seu post original abaixo:

Carta de uma mãe preocupada para garotas adolescentes.

Queridas garotas,

Tenho algumas informações que talvez interessem a vocês. Ontem a noite, como de costume, minha família sentou na sala de jantar e deu uma olhada nas fotos de verão postadas nas redes sociais.

Temos filhos adolescentes, então naturalmente havia uma boa quantidade de fotos de vocês, queridas moças, para observar. Uau – você com certeza tirou um monte de fotos com seus micro pijamas [ou como a gente chama em português, baby dolls] este verão! E seus quartos são tão bonitos…

Nossa filha de oito anos foi quem prestou atenção nisso, porque com três irmãos mais velhos cujos quartos cheiram como queijo velho, ela percebe detalhes femininos como esse.

Eu acho que os garotos perceberam outras coisas. Por exemplo, parece que você não estava usando sutiã…

Eu entendo – você está no seu quarto, se aprontando pra dormir, certo? Mas não posso deixar de notar a pose de modelo, as costas arqueadas, e a boca fazendo um biquinho sensual. O que aconteceu? Nenhuma dessas posturas é uma postura natural de quem está indo tirar um cochilo.

Então, aqui está algo que considero importante você saber: Se você é amiga no Facebook, Instagram ou Twitter de algum filho da família Hall, então você é amiga da família Hall inteira.
Por favor, saiba que nós gostamos muito de nos manter conectados com você desta maneira! Amamos ver as coisas através de suas lentes únicas e coloridas – você é cheia de idéias, e com frequência muito, muito engraçada.

E é isso que faz sua foto mais recente ser bastante infeliz.

Esta postagem não reflete quem você é de maneira nenhuma! Achamos você linda, interessante e muito inteligente. Mas tivemos que nos encolher e questionar o que você estava tentando fazer ao postar aquela foto…Quem você está tentando alcançar? O que você está tentando dizer?

E agora – que decepção – teremos que bloquear as suas postagens.

A razão pela qual temos estas (muitas vezes constrangedoras) conversas de família em volta da mesa é porque nos preocupamos com nossos filhos, assim como sabemos que seus pais se preocupam com você.

Eu sei que sua família não ficaria encantada com a ideia de meus meninos adolescentes a verem com o corpo coberto apenas por uma toalha de banho. Você sabia que uma vez que um homem vê um corpo em estado de nudez, ele não consegue deletar a imagem rapidamente? Você não quer que os nossos meninos pensem em você apenas de modo sexual, não é?

Nós também não. Acredito que nós todos somos mais do que isso.

E assim, em nossa casa, não há segundas chances para fotos como essas, querida. Temos uma política de tolerância zero. Eu sei, pode parecer careta… Mas se você quiser permanecer como amiga de nossos filhos na internet, deve manter seu corpo coberto e suas postagens decentes. Se você postar uma foto pessoal sexy (você sabe do que estou falando), ou um vídeo inapropriado do Youtube – mesmo que apenas uma vez – já era.

Eu sei que soa antiquado, mas queremos educar homens com um forte senso de moral, e homens de integridade não ficam olhando fotos de garotas do ensino médio seminuas.

Todo dia oro pelas mulheres a quem meus filhos vão amar. Espero que eles sejam atraídos por mulheres verdadeiramente belas, o tipo de mulher que os fará pessoas melhores no fim das contasl. Também oro para que meus filhos sejam dignos deste tipo de mulher, que eles sejam pacientes e ajam com honra enquanto esperam por ela.

Meninas, ainda não é tarde demais! Se você acha que fez alguma besteira na internet (todos nós fazemos, não entre em crise… eu mesma ainda faço!), CORRA para a sua conta e delete aquelas fotos tiradas em seu quarto que tornam tão fácil para seus amigos vê-la apenas em uma dimensão.

Pode confiar em mim! Existem rapazes lá fora esperando e ansiando por mulheres de caráter. Alguns homens estão lutando a batalha diária morro acima para manter suas mentes puras e seus pensamentos dignos de louvor, bem assim como você.

Você está se tornando uma verdadeira beleza, por dentro e por fora.

Então aja como ela, fale como ela, poste como ela.

Sra. Hall.

***

Tradução – Lindsei Lansky

Via Arte de chocar

Aceitei a Cristo, estou salvo (parte 1)

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certeza da salvação

“Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego.” Romanos 1:16

A cultura do imediatismo e instantaneidade faz parte do século XXI. Se analisarmos com mais calma, veremos que as pessoas andam apressadas; e para sanar as grandes demandas que cada indivíduo possui, seja em qualquer área vida, estes usam ferramentas e artifícios criados pelo desenvolvimento tecnológico para que de algum modo, possam ajudá-los a resolver seus problemas e lidar com sua agenda.

Claro que, não se podem crucificar muitos benefícios que foram desenvolvidos para suprir necessidades reais e verdadeiras da humanidade. Agora mesmo, estou me comunicando via internet. Isto é uma bênção. Imagine se quiséssemos compartilhar algo, como fazer com as redes sociais hoje, nos moldes dos tempos antigos? Sem mencionar o imenso trabalho, tempo investido, com certeza o número de pessoas alcançadas se limitaria não menos do que a nossa cidade. Hoje qualquer um, em qualquer lugar do mundo pode ter acesso a qualquer conteúdo apenas a um clique de distância. É instantâneo, é imediato.

Há muitos anos, ninguém saberia qual seria o sexo da criança que estava no ventre de uma mãe. Era necessário esperar o nascimento para que soubéssemos se era um menino ou menina. Hoje, é possível com o ultrassom, não somente identificar o sexo do bebê, mas também diagnosticar previamente possíveis problemas de saúde ou síndromes que possam afetar a criança. Assim o corpo médico pode providenciar a devida assistência, orientando, acompanhando a gestação da criança, sua saúde, bem como a saúde também da sua mãe.

Se alguém precisa de alguma informação, basta ir ao Google, e em apenas alguns segundos sua requisição será respondida e terá às mãos incontáveis e possíveis informações sobre qualquer assunto. É “num piscar de olhos”.

Semelhante modo, muitos cristãos buscam respostas imediatas para questões espirituais. Respostas instantâneas para questões que levam uma vida inteira. Muitas não se acham explicação. Muitas nunca teremos respostas nesta vida. Alguns querem resolver alguns assuntos, como se fosse passe de mágica, através de uma oração, ou leitura da Bíblia, como se fosse um “manual-de-auto-ajuda-para-isso-e-para-aquilo”. O pragmatismo tomou conta. Muitos líderes têm sido seduzidos por ele, na busca de ganhar almas. Embora, os motivos e as intenções do coração não se podem conhecer, (não está sendo levantada a intenção do coração nem as motivações neste artigo) a responsabilidade pelo uso de métodos para pregação e fidelidade da mensagem é totalmente do cristão.

Pensemos um pouco sobre evangelização nos dias atuais. Certos métodos de evangelização necessitam de algumas observações.

É comum, por exemplo, em alguns locais ao final do culto uma oração de entrega da sua vida à Cristo, confissão de pecados, de renúncia às práticas antigas, ser feita em uníssono; e ao término da oração as pessoas serem questionadas: “Se você fez esta oração pela primeira vez, venha até a frente e oraremos por você”. Muitos nem sabem do que se tratam, não sabem o que fizeram. A responsabilidade da salvação então fica nas mãos do homem, quando na realidade quem salva é apenas Deus e somente Ele. A salvação nestes casos é algo baseada no mérito das pessoas. Dessa forma, a fé não é um dom, e sim, uma obra meritória para levá-las à salvação, o que no fim das contas, não é verdade. A salvação não depende do homem. Não é o homem quem escolhe Cristo. É Cristo quem escolhe o homem. Na nossa experiência, nós achamos que escolhemos a Deus, mas não é verdade.

Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome.” João 15:16

Todo o sistema de apelo por decisões está baseado nestes princípios, de que o homem é quem toma a decisão. Não foi sem razão que Charles Finney (pelagiano declarado) tenha sido o iniciador disto, de convidar as pessoas a virem à frente. Às vezes em nossa evangelização, a primeira pergunta que fazemos é: “Você está salvo?”, ou “Você tem certeza da sua salvação?”. Basta que alguém a conduza a repetir uma oração após alguns minutos de explicação curta do evangelho, e, voilá. Somos tentados muitas vezes a responder a pergunta de alguém se está salvo, pelo imediatismo e instantaneidade de uma oração. “Você foi à frente? Você fez a oração de entrega?”; então se conclui que se alguém fez estas coisas, está salvo.

A certeza da salvação não é algo pura e simplesmente instantânea. Os antigos irmãos puritanos davam muita ênfase nisto, sobre a eleição e busca do saber se alguém realmente foi eleito e salvo por Deus. Porém, não se buscava responder estas coisas por atitudes tomadas pelo homem como uma oração indo à frente da congregação, onde alguém declara que depois de ter feitas estas coisas, se tornou um crente em Jesus, em última análise, nasceu de novo. Os puritanos diriam: “Não! Simplesmente não. Não é assim. Você está equivocado!”. Então como alguém sabe que a fé que tem é a fé salvadora? Como a pessoa tem certeza que está salva?

A Palavra nos diz que o Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (e isso é verdade). Entretanto, esta prova, tem que ser manifesta de alguma forma, e não é meramente algo que se sabe de um dia pro outro, de imediato. É uma questão que pode levar a vida inteira. Observe que Paulo exortou os crentes da igreja de Filipos a buscar a confirmação da eleição.

“Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas em minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor,” Filipenses 2:12

Voltando à questão dos puritanos para exemplificar melhor, se alguém ler suas obras vai perceber como eles mudavam a ênfase da evangelização quanto à salvação. Cito Rev. Augustus Nicodemus discorrendo sobre isso em seu artigo O Pensamento Puritano.

“Você vê que alguns puritanos colocam muita ênfase na questão do raciocínio, do intelecto. Eles estavam lutando contra os místicos, contra aqueles monges, contra aqueles falsos piedosos que falavam de um misticismo extraordinário, mas que não tinha frutos. O puritano dizia: ‘Não, não. Você tem que analisar, você tem que ver a sua vida. Use sua mente. Some um mais um e veja se bate dois, veja se você é crente. ’”
 
“Quando enfrentavam os intelectuais, os hipócritas, que achavam que estavam salvos só porque tinham a sã doutrina, então a ênfase deles era no testemunho do Espírito Santo. Diziam: ‘Não, não, você tem que vê se tem o testemunho do Espírito Santo no seu coração, se o seu coração está aquecido, se está mudado, de fato transformado.’”
 

Quantas pessoas nós já vimos entrar na igreja e sair? Quantas já fizeram uma oração, mas não ficaram mais que um ou dois anos congregando? Quanto de nós, achamos que por termos feito apenas uma oração, é certeza para dizer: “Estou salvo”. É claro que, é possível que o crente verdadeiro possa em algum momento da vida se afastar do Senhor por algum período, mas o Espírito de Deus sempre o alcançará de volta e o resgatará, o perdoará, o acolherá, a final o evangelho é poder de Deus para a salvação.

Em relação a isto, à salvação, está relacionada obviamente à evangelização. Pois, alguém é salvo pela graça de Deus, usando a evangelização, usando a pregação para que isso aconteça, já que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir a Palavra de Deus, diz em Romanos 10, versículo 17.

Isto nos faz questionar algumas coisas. Primeiro; se os resultados visíveis (muita gente se dizendo evangélica) se dão ao fato da evangelização brasileira estar fundamenta em méritos humanos?

Segundo; se é Deus quem chama o homem, porque insistimos ainda em chamar os homens a virem à frente?

Terceiro; será que não cremos piamente no poder do Evangelho para salvar que é necessário às vezes ficar ao lado de alguém no culto, na hora do apelo, ficar chamando a pessoa ir à frente (às vezes muitos deles nem sabem o que fazem) para “aceitar Jesus”, e queremos dar uma mãozinha a Deus para isso?

À Luz da Palavra, Deus salva. A Bíblia diz que somos salvos pela graça, por meio da fé, e ela (a fé), não vem de nós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.  Certeza da salvação não é baseada em ações como ir à frente da igreja, ter se batizado, ter crescido na igreja, ser filho de pastor, diácono, etc.

Ela não pode ser respondida de forma imediata e nem instantânea. Esta certeza pode levar uma vida inteira. É necessário crescer a cada dia, na fé, na vida cristã até alcançar esta certeza.

Mas será que para por aí? Continua…

Anderson Alcides