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Houve um dia quando um dos meus acessórios de moda falou comigo. Disse-me para dar um tempo. Eu tinha dito algo sobre isso no Facebook ou Twitter ou até mostrei uma foto no Instagram e não foi muito agradável. Tinha dito de forma legal o suficiente, mas a questão era clara: Pare com isso!

Tenho aprendido sobre mídias sociais enquanto as uso. Todos nós temos. Facebook, Twitter, Instagram e os demais tem adicionado algo novo, original para a experiência humana. Nós estamos nos adaptando enquanto as usamos, aprendendo como usá-las bem e aprendendo como não usá-las de forma ruim. Nós aprendemos através do sucesso ou fracasso. Mas nós aprendemos no decorrer do tempo. Ao menos assim espero.

Quando meus filhos eram jovens e muitos jovens, eu adorava contar às pessoas sobre eles através dos canais de mídias sociais. Eu amava compartilhar suas peculiaridades de crianças, limitações, seus pequenos triunfos e suas pequenas bobagens. Algumas vezes eu escrevi sobre eles e algumas vezes eu publiquei fotos deles. Isto era inofensivo, eu achava. E grande parte era.

Eu estava usando meus filhos para de alguma forma fazer de mim mesmo mais atrativo. Era tudo sobre mim.

Mas agora eu vejo: Algumas dessas fotos não eram para você ou para eles – elas eram para mim. Meus filhos eram acessórios para mim, um jeito de me fazer parecer bom aos seus olhos ou me fazer sentir bem. Eu somente compartilhava detalhes de suas vidas e momentos que me ajudassem de alguma forma. Eu estava usando meus filhos como um tipo de acessório de moda, o que o dicionário define como “uma coisa que pode ser adicionada a alguma outra, para que seja mais útil, versátil ou atrativo”. Era isso que era.

Então chegou o dia quando eu disse algo sobre um deles – nada terrível, nada humilhante, mas algo que teria estado mais bem guardado em silêncio. Mais tarde naquele dia nós fomos à igreja e alguém disse: “Ei, seu pai disse no Twitter que…” ou “Eu vi um Instagram seu…”. Constrangimento. Embaraço. E mais tarde, um apelo ao papai para parar com isso, e não usar as mídias sociais daquela forma novamente.

E foi então que eu percebi que eu estava tratando meus filhos apenas como uma extensão de mim mesmo. Quando eles eram bebês era fácil o bastante contar as pessoas sobre eles, sabendo que eles nunca saberiam ou se importariam o que eu contasse ou eles soubessem. Mas então eles ficaram um pouco mais velhos, e então mais velhos ainda. Eles fizeram a mudança para a maturidade e independência. Eles não queriam ser mais meus acessórios, para que eu publicasse o que eles dissessem ou o que tinham feito. E não era mais justo de minha parte tratá-los desta forma. Não é que eu não possa dizer nada sobre eles ou compartilhar fotos deles, mas a questão é somente justo fazê-lo se eu pedir permissão, para serem iguais, e não acessórios.

Pais, tenham um plano de saída. Mudem antes que eles precisem implorar a vocês. Nós amamos ver fotos do seu bebê quando ele nasce. Nós amamos ver fotos de sua filha quando ela dá os primeiros passos. Nós amamos escutar as coisas ridículas que eles dizem quando estão aprendendo a formar palavras e pensamentos e ideias. Mas em algum momento eles serão pessoas que terão compreensão e aquelas coisinhas lindas se tornarão privativas. Aquelas lindas fotos se tornarão fotos de família. E em algum ponto seus filhos não mais acharão graça.

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Post original: www.challies.com

Traduzido por: Anderson Alcides (Blog A Voz no Deserto)

Tradução autorizada via Twitter por: Tim Challies  – @challies

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