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Por: Harry Schaumburg

Tradução: Anderson Alcides

Quando levamos o Evangelho a sério não só compreendemos corretamente a natureza da imoralidade sexual, nós precisamos nos tornar pró-ativos na tomada de responsabilidade corporativa da maturidade sexual e problemas sexuais dentro de nossa igreja local.

Uma igreja bem conhecida recebeu uma carta severa na primavera de 54 d.C quando eles falharam miseravelmente nesta compreensão e responsabilidade. Como você sabe; a mesma carta enviada para os Coríntios é escrita para nós.

Imagine abrindo seu e-mail e encontrar essa mensagem de um líder da igreja altamente respeitado: “Por toda parte se ouve que há imoralidade entre vocês, imoralidade que não ocorre nem entre os pagãos, a ponto de alguém de vocês possuir a mulher de seu pai. E vocês estão orgulhosos! Não deviam, porém, estar cheios de tristeza…”

Nossa resposta para a existência do pecado sexual dentro da Igreja revela muito sobre a nossa própria maturidade espiritual, relacional e sexual, bem como aqueles com quem temos comunhão.

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Digamos que em uma manhã de domingo típico, o pecado sexual secreto de um ancião respeitado é exposto a sua congregação. Muitos podem responder com choque e consternação e começar a perguntar: “Como pode haver pecado sexual em nossa bíblica, teologicamente correto e igreja crescente?” Dado os nossos elevados padrões morais, o pressuposto tácito é que por trás de portas fechadas estamos vivendo uma vida sexualmente madura.

Espiritualidade particular está na raiz da sexualidade particular. Nos últimos 22 anos eu me concentrei em problemas com a pornografia e o adultério dentro da igreja na América, e eu vejo o pecado sexual de uma perspectiva única. Numerosos indicadores nos dizem que está em nosso meio. Eu também sei de um fato que há um tipo de pecado sexual não tolerado, pela sociedade tolerado, em nossas igrejas.

Sem desculpas

Normalmente, o pecado sexual não acontece de um dia para o outro. Tenho o visto escondido por 5, 10 ou 20 anos, e até mais. Ninguém de repente cai em um caso de uma noite ou começa a ver pornografia na idade adulta. Há longevidade tanto no processo de cair em pecado sexual, quanto no que você pode ter anos em que o pecado é um segredo de todos. Gostaria de sugerir que a primeira avaliação tem de ser pessoal e corporativa, nos fazendo a pergunta: “O que estamos fazendo pessoalmente e coletivamente para enfrentar o pecado sexual na vida de nossa igreja?”

A ignorância do problema porque ele está escondido da vista não é desculpa.

Nós precisamos fazer a pergunta novamente e novamente. “Como pode acontecer uma coisa dessas em primeiro lugar?” E aqui está o cuidado: não limitar a sua compreensão para explicações comumente aceitas. Não basta culpar a cultura sexual ou o fácil acesso através de dispositivos digitais, nem o passado de alguém sexualmente promíscuo. Sim, vivemos em um mundo diferente tecnologicamente, mas Corinto tinha todos essas três explicações. Sexualidade desenfreada era comum. Havia acesso fácil a prostitutas no templo. A imoralidade sexual era uma parte de seu estilo de vida não-cristã anteriormente. Gostaria de sugerir que há mais para entender a causa do pecado sexual entre os cristãos. E isso tem a ver com todos nós.

O pecado sexual não é apenas o problema do pecador, mas de toda a igreja. Tudo o que se possa dizer da culpa da fé de alguém, diz tanto mais da fidelidade da igreja. Agora a gente pode querer culpar as esposas sexualmente desinteressadas ​​e depois dizer: “Os homens são sexualmente incontroláveis.” O problema da insatisfação sexual no casamento cristão é importante, mas está relacionado com o problema maior de maturidade espiritual, relacional e sexual.

O pecado sexual e a comunidade

É claro que Paulo viu o pecado sexual de forma diferente, por isso, quando ele desafia os Coríntios, ele o faz por confrontar a sua teologia em que o seu comportamento se baseia. “’Todas as coisas me são lícitas’, mas nem todas as coisas são úteis” (1 Coríntios 6:12). Sua crença era que eles poderiam fazer o que quisessem com seus próprios corpos (versos 13-20). Eles tiveram os grandes mestres da Bíblia em seu dia: Paulo, Áquila e Apolo, mas ainda assim, cada um de nós “deve prestar muito mais atenção ao que temos ouvido, para não se afastar delas” (Hebreus 2:1).

Uma cultura saturada de sexo representa um sério desafio por muitas razões, mas se ir além do fato de que o sexo é acessível, a preços acessíveis, anônimo e viciante, podemos ver que a nossa cultura, como em Corinto, é um canal que alimenta a nossa visão da liberdade e que pode nos levar a uma sexualidade radical militante. A cultura alimenta a nossa natureza, que acredita na auto-soberania pelo qual pensamos que podemos estabelecer uma maior significado para as nossas vidas das nossas livres escolhas sexuais. Nós vivemos em uma época em que as pessoas pensam que podem escolher qualquer verdade sobre o sexo que querem acreditar, fazer o que quiserem sexualmente, e que ninguém tem o direito de questionar a sua expressão sexual. A cultura coríntia era muito diferente na superfície. No âmago, há a mesma conduta que leva às mesmas conclusões errôneas: O corpo é permitido ter tudo o que deseja.

Se é prazeroso, por que não fazê-lo?

Se é terapêutico, porque não fazê-lo?

Se é espiritual, por que não fazê-lo?

Quanto mais acreditamos que temos a liberdade de escolha sexual, segue-se que nossas escolhas livres são feitas sem a devida consideração dos outros.

E se não tivermos cuidado da nossa espiritualidade sexualidade, nosso cuidado piedoso com o outro irá diminuir. Se um ato sexual é um “direito” deve ser uma decisão corporativa também. Se eu acho que é certo para mim, eu preciso perguntar, é “útil” (1 Coríntios 6:12), ou é benéfico? Olhando para o contexto do versículo 12, pode-se dizer, “para nosso próprio benefício.” No entanto, em 10:23, Paulo diz, “mas nem todas as coisas são úteis. . . mas nem todas as coisas edificam. Ninguém busque o seu próprio bem, mas o bem de seu próximo. “Este princípio também é trazido em 8:10 e 11, em termos de danos morais para o irmão mais fraco. Sexo foi concebido como uma atividade relacional para a glória de Deus, não um ato particular, nem o ato de duas pessoas usando o corpo de outro egoisticamente.

As Implicações

As implicações sobre a vida da igreja são enormes, pois somos responsáveis ​​uns pelos outros espiritualmente e sexualmente. Nós corretamente ensinamos, e esperamos, que o leito conjugal seja “sem mácula” (Hebreus 13:4). A responsabilidade designada por Deus tem outro nível que é muitas vezes negligenciado. Paulo ensina e exorta os casais não serem sexualmente indiferentes. “O marido deve dar para sua esposa seus direitos sexuais, e do mesmo modo a mulher ao seu marido” (1 Coríntios 7:3). Gostaria de sugerir que devemos tratar a indiferença sexual, pois se relaciona diretamente a estar espiritualmente, relacionalmente, e sexualmente maduro..

Enquanto a intimidade sexual entre um marido e uma esposa é particular, a imoralidade sexual e adultério, enquanto feitos em segredo, é uma questão corporativa. A arrogância dos Coríntios foi um grande fator para a existência do pecado sexual em sua igreja. Eles simplesmente não resolveram o problema. A resposta inicial adequada ao corporativo para o pecado sexual é de “lamentar”, em seguida, tomar medidas (verso 5:2). Quando nós pensamos em nós mesmos em primeiro lugar, nós somos menos propensos a sermos proativos em lidar com o pecado sexual oculto. Uma vez que é exposto, tipicamente reage-se.

Responsabilidades

Aqui está um dos pontos mais importantes que eu venho aprender. A ocultação do pecado sexual não nos absolve da responsabilidade corporativa para o pecado sexual em nossas igrejas.

Acredito que somos coletivamente responsáveis ​​pela maturidade espiritual, relacional e sexual do outro. “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”. (Hebreus 12:15).

Nós temos uma responsabilidade de supervisionar o outro em questões espirituais. “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também”. (Colossenses 3:12 – 13).

E nós temos a responsabilidade de supervisionar um ao outro em questões relacionais. “Tendo cuidado de que… ninguém seja devasso, ou profano…” (Hebreus 12:15-16).

Esta é a linha final: estamos juntos nessa. A batalha contra o pecado sexual e luxúria é uma batalha dada para toda a comunidade eclesial. O escritor de Hebreus e o apóstolo Paulo nunca nos irão deixar o pecado sexual abstrato da vida de um membro afetar a saúde global da igreja local. Nós expomos o pecado por aquilo que ele é, humildemente lidamos com o pecado sexual quando e onde ele aparece, e juntos brilhamos a luz da verdade de Deus e expomos o pecado sexual, e nos gloriamos na saúde sexual e integridade.

Via Desiring God – John Piper Ministry

Por: Harry Schaumburg

Tradução: Anderson Alcides

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