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 (Bruno Peres/CB/D.A Press - 7/3/13)Política não é meu forte. Não sei debater muito sobre isto. Sou brasileiro, exerço meu direito de voto e minhas obrigações de cidadão. Pago meus impostos. Sei analisar o cenário político e talvez esboçar ou palpitar sobre os rumos da nação. Cada um tem seu palpite, cada um, sua opinião.

Quero esclarecer algumas coisas sobre um assunto, que depois que republiquei a matéria do Correio Braziliense (veja aqui), deu o que falar. Não somente eu, diversos blogueiros cristãos como Mulheres Sábias, Renato Vargens deram o seu parecer. Não, não sou “Maria-vai-com-as-outras”.

E isto não é uma retratação, não retiro uma “vírgula do que disse” no meu post e seus comentários no facebook. Assumo o que disse.

Mas vamos aos esclarecimentos, pois ultimamente tudo é motivo para briga (misericórdia, não se pode nem discordar de nada mais).

1º – Começando com: Porque não concordo com Marcos Feliciano na Comissão de Direitos Humanos, aliás, na política em geral?

Não pretendo “chover no molhado”, por isso não vou me estender. Resumindo, já postei aqui em outros posts neste blog e até no facebook que pastores, líderes eclesiásticos, deixando o sacerdócio para se enveredarem pelos caminhos da política é uma inversão de prioridades e jogar o chamado sacerdotal na lama. Não estou dizendo que política é má. Sou a favor de cristãos, e neste caso, evangélicos ocupem seu espaço democrático e se candidatarem. É legítimo e direito de todo brasileiro conforme a Carta Magna. E todo trabalho exercido na política, sem infringir a Constituição e as Leis é válido; porém pastores, bispos, presbíteros, eu não concordo. Abandonar o rebanho e um chamado divino para fazer algo para o qual não foi chamado, não faz sentido para mim.

A Igreja se engana pensando que a mudança dos rumos da nação brasileira começa pela política, ou que, ter representantes evangélicos – principalmente pastores – resolve a situação. É um engodo! A solução e salvação de uma nação está em Cristo, a segurança da Igreja está em Cristo e nele apenas.

Como disse uma vez o pregador Charles H Spurgeon: “Irmãos, se algum dia a Rainha da Inglaterra vos convidar para serem ministros, não se rebaixem. Vocês são embaixadores do Reino”.

2º – Que a conduta recente de Marco Feliciano – e não estou falando da suposta frase sobre os africanos – o descredencia a ocupar um cargo de altíssima importância.  Que conduta é esta? Veja na matéria do Correio Braziliense. Mas o correio não é dono da verdade, isto é vero. Mas somente por estes dados, creio que já seriam suficientes para o colocar “em quarentena”.

3º – Diante do post surgiram argumentos de que falar de um homem de Deus é perigoso. Mas quem disse que homens de Deus são intocáveis? Esta história de “Não toqueis no ungido do Senhor” é texto fora de contexto. Claro que como autoridade constituída, merece respeito, mas continua errando. E todo erro, precisa ser corrigido. Todo que o que erra, precisa de exortação (e não estou fora disto). Todos são ungidos do Senhor, e também, todos são pecadores e merecemos exortação quando necessário, até pastores. Há pessoas que disseram que ele, Feliciano, é o nosso “José” (???).

4º – Exercitando meu direito de liberdade de expressão, já que vivemos em um estado democrático, a minha opinião sobre o que está por trás destas manifestações e estardalhaços, faço uso das palavras da minha irmã Rô Moreira, pois ela soube expressar bem melhor.

“[…]as vésperas, de um ano eleitoral onde o PT não quer perder o poder  máximo da nação, resolveu se afastar deste assunto polêmico que tira votos preciosos que mais tarde poderão impedir um segundo mandato  da  Presidente Dilma. O PT tinha que se livrar da pecha de apoiadores dos gays (e são). Portanto  numa manobra política passaram a presidência para o Partido Cristão,  mas quando os ativistas descobriram era tarde demais, tomaram uma volta do PT e isso eles não vão engolir e nem ficarem calados, por isso todo esse barulho. Os ativistas gays vivem dessa polêmica, através dela de tempos em tempos recebem recursos milionários do Governo, daí  a grande preocupação de verem a PL 122 indo a plenário para votação, pois perderão na câmara e ainda ficarão sem os recursos federais, estaduais e municipais que recebem  Brasil a fora”. 

Ou seja, se a PL122 for levada à votação novamente, correm o risco de ela ser totalmente vetada.

5º – Lembremos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (mais uma vez, não concordo com ele lá). Mas se ele [Feliciano] está lá, creio que seja para um propósito e o Senhor continua regendo a terra e tem o controle de todas as coisas nas mãos. Assim, ainda é cedo para dizer para onde a PL122 irá, mas tenho uma visão não muito boa sobre isto. Acho que vai piorar e muito, principalmente para a Igreja.

Não sou pessimista, só faço uma análise histórica. Como disse o Apóstolo Paulo:

“Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” 2 Tm 3:1-5

Em momentos de crise, principalmente na Igreja, muita coisa aconteceu depois de perseguições.

Creio que a solução está em mais oração. Precisamos de mais fervor. Precisamos de mais amor. Mais arrependimento.

Mais vergonha na cara, de todos nós. Porque o machado já está posto à raiz.

Pr. Anderson Alcides.

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