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Marco Feliciano utiliza a cota parlamentar em atividades ligadas às suas empresas e emprega pastores da congregação dele

 (Bruno Peres/CB/D.A Press - 7/3/13)O deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que esta semana assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) em meio a uma saraivada de críticas, usou o mandato parlamentar em benefício de suas empresas e das atividades de sua igreja. Além de destinar verbas públicas para seus negócios particulares, ele paga salário a um funcionário fantasma, que na verdade trabalha em um escritório de advocacia de Guarulhos. Essa firma recebeu R$ 35 mil da cota parlamentar do deputado desde que ele tomou posse. Feliciano também repassou recursos públicos ao escritório de outro advogado, que o defendeu em um processo eleitoral às vésperas do pleito. O gabinete 254, no Anexo 4 da Câmara, é quase uma filial da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento: o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias emprega cinco pastores da congregação que ele preside, e ainda cantores de música gospel que trabalharam na gravação de seu CD. Além de deputado, pastor e empresário, Feliciano também é músico.

Personalidade de sucesso no mundo gospel, e requisitado para palestras e pregações em todo o país, o parlamentar é dono de dois negócios: a Marco Feliciano Empreendimentos Culturais e Eventos Ltda. e a Tempo de Avivamento Empreendimentos Ltda. Em 2008, a primeira empresa foi contratada pela Nettus Criação de Eventos, uma firma gaúcha, para que o pastor se apresentasse em São Gabriel, no Rio Grande do Sul. Ele seria a grande estrela da festa, que reuniu ainda cantores e outros pastores evangélicos. A empresa contratante repassou o dinheiro a Feliciano, mas ele não compareceu. Os representantes da Nettus recorreram à Justiça e o processo se arrasta até hoje na 2ª Vara Cível da Comarca de São Gabriel. Os donos da empresa lesada pedem R$ 950 mil de indenização.

Via Correio Braziliense

Comentários do Blog A Voz no Deserto

Se há uma palavra ou mais para expressar meus sentimentos sobre isso é: Revolta, indignação, tristeza, lamento, vergonha!

Não é recente que a Igreja se apaixonou pelo secularismo e tem se deixado influenciar facilmente pelas propostas que o mundo pode oferecer. Não estou do fato de alguém ser político. Não é isso. Política é necessária e boa, se for feita da forma correta, para o povo e pelo povo (mas chega ser utopia ultimamente).

Se tratando do personagem central da matéria, não é de hoje que parte da igreja evangélica tem denunciado abusos por parte de Marco Feliciano. Por ser primeiramente uma figura pública religiosa, a maioria das denúncias são relativas à heresias e pregações infundadas, textos retirados de seus contextos.

Já foi um homem que pregava bem, no início. Cheguei a admirá-lo por um tempo. Obviamente as motivações que o fizeram pleitear uma vaga na Câmara, obtendo a eleição, não está em debate. Talvez tenha sido na melhor das intenções (todos são assim né?)
Mais uma vítima da ganância, da concupisciência e que é motivo de vergonha para evangélicos, pastores e líderes.

Como diz alguém que admiro muito, Bispo Walter McAlister: “A Igreja sofre. Os anjos choram”.

Oremos mais, clamemos mais a Deus. Nos arrependamos. Precisamos de avivamento e isto primeiramente começa com arrependimento. Devemos começar com “Tomando vergonha na cara”

Pr. Anderson Alcides

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