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Quatro motivos para os jovens participarem de uma igreja local

Por Yago Martins

Em tempos tão internéticos como o nosso, os jovens têm tido acesso a um número de informações que as gerações passadas não tinham como obter. Todo esse conhecimento acumulado por pessoas tão novas tem gerado, em alguns lugares, certo desprezo por parte dos mais novos para com os mais velhos. “Para quê fazer parte de uma comunidade, se eu posso aprender sozinho através da internet e dos livros?”, dizem alguns. Como jovem, já lutei contra este pensamento e creio que existem vários motivos para que vivamos em comunidade. Listo pelo menos quatro deles:

1. Para conseguir ajuda contra o pecado

“Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia. Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados”. (Hebreus 10:25-26)

Por que não podemos deixar a nossa congregação? Porque é lá onde podemos encontrar admoestação mútua, ainda mais em dias como os nossos. Quando não nos relacionamos como comunidade, estamos sujeitos a pecar voluntariamente. Segundo o texto, existe uma relação íntima entre vencer o pecado e estar convivendo com outros crentes em uma comunidade cristã. Por que será que nossos jovens vivem solapados por tantos pecados hoje em dia? Não é só por causa do fácil acesso à pornografia e nem devido à devassidão de nossa cultura. Se você reparar bem, a cultura greco-romana era muito mais libidinosa que a brasileira e, mesmo assim, um padrão sério de santidade era requerido dos cristãos. Quem sabe, o problema não esteja em uma falta de engajamento dos jovens em suas comunidades: repito, engajamento! Não basta frequentar cultos, mas fazer parte da comunidade.

2. Para adquirir sabedoria com os mais velhos

“O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído.” (Provérbios 13:20)

Normalmente, os jovens preferem estar junto de seus iguais. Basta observar o fenômeno das tribos urbanas e isto se torna facilmente perceptível. Ora, não há nada de ruim em fazer parte de um grupo de pessoas que gostam das mesmas coisas que você, desde que este não seja o único grupo que você frequenta. Sendo a comunidade dos salvos um ambiente multicultural e multigeracional, com pessoas de todos os tipos, gostos e idades, há um amadurecimento natural quando largamos os ideais egoístas de vivermos em nosso gueto para abraçarmos modos mais maduros e diferentes de ver a vida, em seus vários espectros. Além do mais, sentar-se aos pés dos mais velhos é um exercício não só de humildade, mas de aprendizado. Ainda que alguns idosos e homens maduros de sua igreja não conheçam muito do que você conhece, a experiência é insubstituível. Não importa o quão erudito você esteja tentando se tornar, sem a sabedoria dos mais velhos você não será nada além de um teólogo de gabinete, sem saber para quê a teologia realmente serve.

3. Para se relacionar santamente

“Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.” (1 Coríntios 15:33)

Claro que podemos nos relacionar com ímpios e com pessoas não salvas. O próprio Cristo o fez e influenciou positivamente aqueles que estavam a sua volta. No entanto, se não tivermos relacionamentos saudáveis, onde poderemos nos deixar influenciar por outros crentes fiéis, teremos dificuldades em conseguir estar do lado certo da linha tênue que separa “ser amigo de pecadores” e “sentar-se na roda dos escarnecedores”. Relacionamentos com gente salva te dá segurança para saber como se relacionar com gente perdida, além de te edificar pessoalmente.

4. Para possuir experiência ministerial

“E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis.” (1 Timóteo 3:10)

Não sei você, mas eu já caí no erro de achar que minha igreja não deveria atrapalhar o ministério que Deus me confiou. Com o tempo, aprendi (por meio da própria igreja, olhe só!) que meu ministério só é genuíno se minha comunidade, como comunidade bíblica e cristã, reconhece meu serviço ao Senhor. Paulo deixa claro que os ministros precisam ser aprovados pela comunidade em que servem para, então, serem considerados autoridades na Palavra. Não é só sua experiência pessoal ou sua capacidade teológica, mas Deus reconhecendo você através de sua igreja local é o que evidencia o “chamado” de Deus para o ministério. Além disso, nenhum outro ambiente é melhor para alguém ser provado para o ministério do que em uma congregação, onde homens maduros estão supervisionando você e prontos para amorosamente guiá-lo pelo caminho correto.

Eu já errei bastante nestes pontos e ainda estou lutando para ser irrepreensível neles, mas creio que nenhum outro ambiente é melhor para o crescimento do jovem do que encontrando a graça de Deus sendo manifesta na vida de outros, em uma comunidade saudável.

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