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images“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”. Mt.24:12

“E, quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis. Porque é necessário que isto aconteça primeiro, mas o fim não será logo”. Lc. 21:9

Desde os tempos antigos o ser humano sempre revolucionou sua época. Diante de cenários caóticos ou promissores, grandes acontecimentos na história sempre aconteceram por alguma razão, motivo e desejos dos homens. Houve grandes desenvolvimentos, descobertas científicas em diversas áreas, a tecnologia avançou. Tendo seu olhar para o futuro, alguns buscaram mudanças significativas para a sociedade. Outras, nem tão significativas assim.

Mesmo havendo seu lado bom, infelizmente também houve o lado ruim. Na época da Reforma Protestante, por exemplo, o retorno às Escrituras, a salvação pela Graça, a denúncia contra os abusos do clero, a denúncia das indulgências foram um marco importantíssimo na história eclesiástica.

Porém, é lamentável que, alguns por motivos mais diversos possíveis e radicais interpretaram de forma errada. Guerras aconteceram. Protestantes e católicos literalmente se matavam. A verdade é que o objetivo da Reforma, nunca foi este; produzir guerras.

O cientista Albert Einstein disse:

“A linha do tempo se curva e se enrola em torno do corpo, enquanto ele se move na direção do tempo futuro”.

O cérebro subestima a seqüência do tempo. O homem ainda não se conscientizou que a linha do futuro faz uma curva muito próxima da linha do presente, podendo ocorrer o “loop”; ou seja, pensamos que tudo é novo, mas na realidade não é. Há uma similaridade de acontecimentos, pois os tempos são ciclicos, emboras as eras sejam diferentes.

Em Eclesiastes 1:9, diz que “não há nada de novo debaixo do sol”.

Sou um autêntico internauta. Quem não é nesta era tecnológica? Faço uso deste blog para escrever assuntos relativos à vida cristã, sobre teologia.

No artigo O Grito Silencioso da Minha Alma comentei que sinto muito pelas amizades feridas e relacionamentos quebrados (embora nunca foi minha intenção, e lá explica o motivo).

Passei um bom tempo sem escrever e cá estou novamente para compartilhar um sentimento que tem me angustiado.

No início deste texto foi dito que desde tempos mais antigos o homem sempre revolucionou sua época. E atualmente, nunca vi uma época tão desenvolvida em todas as áreas, porém tão decadente, miserável e depravada. E mesmo na Igreja vemos isto acontecendo.

Todos querem defender seu ponto de vista, alguns querem fazer descer “goela abaixo” suas ideias, uma parte detesta ser refutada – embora feito com embasamentos bíblicos, com educação e ordem – e outros fazem uso do ataque verbal, lançando mão de palavras que não combinam com um cristão.
É lamentável o ringue estabelecido nos comentários dos blogs, do facebook entre aqueles que dizem professar a fé cristã. Eu sinto vergonha. A começar por mim. Tenho refletido seriamente sobre estas coisas. Indiretas, desconfiança, soberba, orgulho, mentiras, fofocas, dissenssões, xingamentos. Ainda, agressões efetuadas também com as Escrituras. Textos retirados de seus contextos para justificar seus atos e dar embasamento como se aquilo fosse uma verdade absoluta. Alguém certa vez disse que tudo pode ter base bíblica. Até um ateu pode usar a Bíblia para defender suas ideias.

Vejamos o que a Bíblia diz no livro de Tiago sobre isto:

“De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?” Tg. 4:1.

Vivemos em pé de guerra, como se o meu irmão que discorda de mim em algum ponto teológico fosse meu inimigo. Devemos lembrar que o nosso inimigo é satánas. Não é o nosso irmão. Ainda que haja pontos diferentes e periféricos da fé cristã (não estou falando de heresias), ele não é teu e nem meu inimigo.

Com aquele que prega heresias, a Bíblia ensina:

“Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o,” Tito 3:10

Tudo pode ter sentido bíblico, porém é necessário lembrarmos da boa aplicação hermenêutica. E adiciono uma dependência constante do Espírito Santo.
Sim, a Bíblia é inerrante, é infálivel, é a Palavra de Deus. Nós somos errantes, faliveis, pecadores, miseráveis e merecedores da justiça divina.

Muitos irmãos, em seus blogs, livros, teses, têm argumentado que está para acontecer uma nova “reforma”. Não nos moldes da Reforma no século XVI (pois devemos lembrar também o contexto histórico), todavia em essência, sim, voltarmos às Escrituras.

Lembremos que na história sempre houve momentos de que em meio às densas trevas e escuridão, um avivamento aconteceu.

Faço um apelo à você que, como eu, professa a fé cristã: Baixemos a guarda um pouco. Não estou pedindo para você que defende o Evangelho deixar de fazê-lo, não estou pedindo que você não denuncie heresias – e quando o fizer, mostre a verdade através da Palavra – não estou pedindo que feche os olhos para as ênfases nos milagres e cura física – enquanto estes que foram curados, ainda estão mortos espiritualmente, não estou pedindo que não estude mais Teologia. Não!!

Estou pedindo para baixar a guarda e ponderar se deve comentar algo ou compartilhar algo. E quando o fizer, faça-o com graça, com amor, com paciência, com temperança. Releve algumas coisas, alguns comentários, alguns desaforos. Mostrou a verdade e o outro não viu?! Você está limpo amado. Eu errei algumas vezes e estou aprendendo.

E se alguém se apartar de você, e tiver que infelizmente se separar, e ainda inevitavelmente tiver que acontecer, deixe-o ir.  Aconteceu com Paulo e Barnabé, pode acontecer com você também.

Amemos mais. Dependamos e enchemo-nos mais do Espírito. Nos humilhemos mais. Nos quebrantemos mais. Oremos, oremos, oremos, oremos, oremos mais. Dias mais difíceis ainda estão por vir.

Grandes avivamentos começaram com oração e leitura da Palavra. Creio que você queira um avivamento; eu também. E como diz o cântico: “A começar em mim quebra corações, pra que sejamos todos um, como Tu és em nós…”, também digo, “Senhor, quebra-me, faz-me um vaso novo. Quebra-me. Importa que Tu cresças e eu diminua”.

Ame mais. Aja com mais graça. É disso que precisamos.

Anderson Alcides.

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