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Por Alan Brizotti

Visao da vistaSempre que postamos alguma matéria mais contundente, mais confrontadora, surgem diversos comentários. Alguns favoráveis, outros mais ácidos e muitos absurdamente desconectados com o próprio texto. Dentre esses, destaco aqueles que, “protegidos” sob a máscara do anonimato (a coragem dos covardes), destilam todo o ódio teológico típico da mentalidade talibã dos legalistas.

Em sua maioria, esses gladiadores anônimos da verborreia teológica usam sempre a mesma arma: comparação! “Quantas almas vocês já ganharam?” É como se o reino de Deus fosse reduzido às estratégias de marketing das grandes empresas: quem ganha mais é quem produz mais! Esse evangelicalismo da produtividade confunde o reino com uma competição barata, onde os mais aptos (a velha lei do mais forte) sempre vencem.

“Por que, ao invés de criticar, vocês não evangelizam?” Simples, porque não é qualquer tipo de pregação que pode ser, de fato, evangelização. Evangelizar não é pregar uma teologia (seja ela qual for), mas o puro e simples Evangelho da Graça. Nesse Evangelho da Graça, é a essência que conta, não a evidência. É o miolo, não a casca. É a Graça, não a Lei. O que Jesus mais fez em sua estadia por aqui foi CRITICAR pesadamente os fariseus e sua teologia do “eu faço mais do que você”.

“Cuidado! Deus vai cobrar de vocês” É a maldade teológica. A teologia da retribuição. É a Guantanamo da teologia. Estranho essa veia bélica dos que se dizem evangélicos mas não amam como Jesus. É uma teologia da ira, da irritabilidade: “quebra, mata, arrasa, pesa tua mão”, uma espiritualidade da destruição. E o pior é que nessa destruição tenta-se legitimar uma santidade: “Vocês vão ver o quanto somos santos quando Deus detonar vocês”. Ou seja, uma santidade que só se legitima na desgraça alheia. Se esse fosse o Jesus do Novo Testamento, não teria sobrado um único romano pra contar a história.

Louvo a Deus pelo fato magistral de a Bíblia não legitimar uma prática da comparação. Assim como não há como comparar a glória por vir, também não há como comparar níveis de santidade a partir de contabilidades eclesiásticas da culpa. Graças a Deus que, em Cristo, estamos livres da tentativa de agradar, livres para um amor que não é escravo dos números, nem dos bancos de dados das al-qaedas divinas.

 Quer comparar? Experimente servir a Deus sem as neuroses legalistas e as invencionices dos falsos mestres… Não há comparação!

 Abraço,

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