Tags

, , , , , , , , , , , , ,

graficoAs estatísticas do IBGE demonstram que em 1970 o povo evangélico contabilizava 4,8 milhões de pessoas. Sete anos depois 7,9 milhões, em 1990 chegamos a 13,7 milhões e somente 10 anos depois, em 2000, 26 milhões de evangélicos. Quase dobrou de tamanho em apenas 10 anos. Maior que a taxa do crescimento da população brasileira.

Embora os números relativos a 2010, ainda não foram oficializados, estima-se que o povo evangélico contabilize hoje, das mais conservadoras estatísticas 37 milhões, à mais otimistas 55 milhões; representando assim 20 a 30% de toda a população brasileira.

Para muitos isto significa um grito de vitória, um “tapa na cara do diabo”, um avanço do evangelho, pois estamos, dizem alguns, em época de avivamento, baseando-se num crescimento “boom” da igreja brasileira, pois ela conquista seu espaço, ganha visibilidade, adentra vários setores da sociedade e diversas classes sociais e até na política. Seu nome está sendo reconhecido.

crescimentoMas será que estes números dizem tudo? São tão fiéis estas estatísticas. Por mais que sejamos 30% da população nacional, este número não me alegra ou me consola de forma alguma. Pois há ainda outra parte, os 70% restante que ainda não se renderam a Cristo.

Percebe-se que não há um crescimento igual. É um crescimento desigual. Já que em outras regiões do país, os dados são diferentes. Regiões onde pouco se houve falar do Evangelho de Cristo ou as pessoas ainda não foram alcançadas.

Ainda em termos missionários, em 1990, a igreja havia enviado 880 missionários missõespara outros lugares, – chamados de missionários transculturais – em 2010 eles contabilizam 3.200.
Em 20 anos 30 milhões de pessoas entraram na igreja evangélica e menos de 3.000 pessoas saíram da igreja para fazer missões. Isso representa 0,01067%, menos que 1%.

A igreja evangélica brasileira não cresceu saudável de forma geral. Ainda que haja em alguns arraiais saúde espiritual, base doutrinária sólida, são apenas casos isolados, porém não gerais.

A igreja cresceu em números, mas não em serviço.

Aparentemente é uma fé raza, sem fundamentos sólidos. Somente aparência.

Questiona-se então, quantos realmente nasceram de novo?
Como está a saúde da igreja como corpo mistico de Cristo?
Como está a saúde de cada membro, individualmente?
Como está a saúde da liderança?
Como cuidar dos que estão se converteram ou como melhorar esta prática para ensinar, discipular?

Todos que vieram à frente no altar, realmente nasceram de novo?
Quantos de nós nascemos de novo?
Será que a liderança tem oferecido ensino substancial a ponto de cada membro desejar nascer de novo?
O que é nascer de novo?

Qual é a minha parte nisto tudo? O que tenho que fazer para mudar, e a começar em mim e por mim?

Estaríamos preparados se de fato, acontecesse um crescimento verdadeiro exponencial? Estamos nos preparando? Temos estrutura, emocional, espiritual, material para isto?

Quais os motivos que fazem desencadear este crescimento aparentemente saudável? Porque? Como aconteceu?

Há muitas perguntas ainda. Há muitas que não estão nem listadas, mas que precisam de respostas urgentes, e de cada um.

Julgue por si mesmo.

Pr. Anderson Alcides.

Anúncios