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Você realmente tem certeza das decisões que toma em sua vida? Certamente decisões fazem parte da nossa vida. Não é uma tarefa fácil.

Desde crianças aprendemos a optar, a fazer escolhas, a decidir. Embora, em certa fase da infância, há aqueles que decidirão pelas crianças,[pais] já que elas não tem noção do que estão fazendo, acesso ao conhecimento que possibilita gerar ações. Sua mentalidade, raciocínio lógico está em formação. Porém, intrinsecamente ela manifesta desde a mais tenra idade, que deseja tomar decisões. Seja por este ou aquele brinquedo, por ficar em casa ou sair pra brincar com os amiguinhos.

A medida que vamos crescendo as decisões se tornam mais complexas e difíceis de serem tomadas. Que curso fazer? Em qual universidade irei estudar? Com quem irei namorar e casar? Quero casar ou não? Visto branco ou preto? Vou à praia ou ao campo? Compro isto ou aquilo? Me mudo de estado, país ou não?

Compreendemos que há um risco em todas as decisões, diferente de quando éramos crianças, pois não tínhamos noção se corríamos riscos ou não – e para isto os pais tomavam decisões por nós.

Mas como escolher bem? Qual o nosso parâmetro de escolhas e decisões boas ou ruins? Há este parâmetro?

Particularmente creio que aprendemos com os erros e os acertos. Sempre aprendemos, com as decisões más que nos mostram para não tomarmos atitudes erradas novamente ou por aquelas boas que nos mostram que estavámos certos, e logo, vibramos.

Verdade é que para sabermos decidir bem, precisamos de sabedoria, de conhecimento, de informações para saber qual a decisão a tomar. Sem informações não sabemos ou não decidimos. Como escolher por exemplo entre a compra de um apartamento ou uma casa? Será no litoral ou no campo? Perceba, precisamos de informações para tomar decisões.

“Quão melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! e quão mais excelente é adquirir a prudência do que a prata!” Provérbios 16:16

“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,…” Deuterônomio 30:19

“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada.” Tiago 1:5

Na passagem de Lucas, capítulo 14, a partir do verso 25 vemos Jesus falando com a multidão que o seguia.

“Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe:Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo. Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.

Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores, e pede condições de paz. Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.

Bom é o sal; mas, se o sal degenerar, com que se há de salgar? Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

A decisão de servir a Cristo, carregar a cruz e O seguir depende de nós. De cada um de nós. Depende de você. Senão, vejamos novamente o versículo 27, “E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.”

Sim, quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo é o Espírito Santo de Deus. E nesta ação do Espírito, também creio que cabe ao homem tomar a atitude. Porque, uma vez confrontados pelo Espírito por termos pecado e que não nos restava nada, senão somente condenação, isto merece uma resposta imediata.

A mensagem do Evangelho é que Cristo nos comprou com preço de sangue, tomando o meu e o seu pecado sobre Ele, se fazendo pecado em nosso lugar, para que a justiça de Deus recaísse sobre Ele e não sobre nós. Ele morreu no teu e no meu lugar.

Na decisão, na resposta ao que o Senhor fez por nós, precisamos estar cientes do que é ser servo de Cristo, tomar a sua cruz e segui-lo, do contrário não seremos seus discípulos.

Não são poucos que estão iludidos achando que a vida com Cristo é só vitória. Que quando “aceitar” a Cristo todos os problemas irão terminar. Não vão!

“Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram”. Mateus 7:14

O Senhor deixa bem claro que não se O amarmos mais do que nossos pais, mães, esposas, esposos, filhos, irmãos e irmãs e não carregar sua própria cruz, não podemos ser seus díscipulos.

A questão aqui é que não estamos aptos. Não fomos aprovados. E você pode perguntar: “Poxa, achei que ser servo de Cristo, fosse mais fácil”. Ninguém disse que seria. Nem o próprio Mestre.

Se não estivermos cientes de que realmente é um desafio e uma decisão importantíssima em nossa peregrinação na terra, estamos fadados a uma vida de ilusão, de um evangelho “água com açucar” e reputados a sofrer vergonha e desprezo. Vejamos os versos 28 a 35:

“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?

Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,

Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.

Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?

De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores, e pede condições de paz.

Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.

Bom é o sal; mas, se o sal degenerar, com que se há de salgar?

Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

Paulo, o apóstolo, disse que se esperarmos em Cristo somente nesta vida, somos os mais miseráveis dos homens.

Mas pastor, então se não é fácil seguir a Cristo e devo carregar a minha cruz, porque devo então tomar a decisão de servi-lo? Não estaria você me incitando a tomar outra decisão? A decisão de não segui-lo?

De maneira nenhuma!! Meu intuito é tão somente alertar e abrir os olhos de muitos que ainda não reconheceram o Senhor Jesus Cristo como Salvador suficiente de suas vidas e daqueles que já o fizeram mas estão iludidos de que tudo será flores.  Você precisa se arrepender, mudar sua mente, crer no Evangelho e em Cristo, do contrário a justiça do Senhor será executada e um fim terrível te espera. Condenação e morte eterna!!

E com a decisão de reconhecer Jesus Cristo como Salvador e se render a Ele, vem a tarefa de carregar a cruz. É necessário carregar a cruz.

Carregar a cruz em nossos dias também tem a ver com seguir a Cristo. Se sigo a Cristo e seus mandamentos, e sigo Seu Evangelho, logo carrego a cruz. Por quê? Porque irá me trazer sérias complicações. A começar pelo meu estilo de vida que irá chocar o mundo e o mundo irá nos aborrecer, nos evitar, nos perseguir.

Carregar a cruz tem a ver em saber suportar as diversidades, as dificuldades do caminho, da estrada estreita (nem tudo são flores), entender que nem sempre teremos bonanças, teremos tempestades, doenças e saúde, pobreza e abundância, problemas na família, contas a pagar e etc. É a vida!! Carregar a cruz, é sinal principalmente de morte. Morte da carne, morte de si mesmo, morte do seu ego, morte das suas vontades. É carregar a mensagem do Evangelho.

É pregar Cristo crucificado e que estamos crucificados com Ele. Que Cristo ressuscitou e seremos ressuscitados. Que fomos livre da condenação, comprados por Seu sangue e justificados Ele.

 “Seja fiel até a morte, e lhe darei a coroa da vida.” Ap. 2:10

Paz a todos,

Anderson Alcides.

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