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Sou um leitor assíduo. Gosto de ler. Com o advento da internet, ficou até mais fácil o acesso ao conhecimento.  Gosto de livros, e penso que não existe nada melhor para ler do que um livro. Já tentei ler e-books, mas não consigo até porque, sempre esqueço em que página parei (rsrsr).  A impressão que tenho é que a relação entre um livro não virtual, é melhor do que com o seu “irmão tecnológico”.

Blogs, Vlogs… gosto deles. Estes são uma ferramentas importantíssimas na internet e muitos úteis. Eu sou blogueiro (sério?.. não sabia.. rsrs). Há blogs de diversos e dos mais variados assuntos. Cinema, arte, música, medicina, faculdade, pessoais, veterinária, agricultura, jornalístico…uma infinidade. E há aqueles, como este que você, caro leitor, lê…cristão. Em particular este blog tem o intuito de divulgar a Palavra de Deus, nos levar a reflexão sobre a vida cristã, sobre o Evangelho e assuntos ligados a vida cristã.

Por eu ser protestante evangélico, muitos dos posts são de cunho apologético – defesa da fé – , alguns posts protestam contra doutrinas e ensinos errados no evangelicalismo, críticas sérias a erros e modismos no nosso meio “gospel” (tomei aversão a esta nomenclatura).  Todos com o intuito de refletirmos sobre nossa caminhada cristã, reformados e sempre buscando reformar, guiando-nos ao arrependimento e mudança de mente, como Paulo propõe em Romanos 12.

Espantoso é notar quão distante, nós evangélicos, nos distanciamos do que foi chamado como Reforma Protestante.

Abaixo quero compartilhar um artigo muito pertinente do amigo e irmão Antognoni Misael, que é admin do Púlpito Cristão e sabiamente compartilhou este texto. Vamos refletir!!

NÃO SOMOS OS MESMOS E NÃO VIVEMOS COMO NOSSOS PAIS

Por Antognoni Misael

Hoje eu realizava mais uma pesquisa no meu acervo de música popular brasileira quando me deparei com a obra de Belchior. A canção “Como nossos pais” do disco Alucinação (de 1976), consagrada na voz de Elis Regina, especificamente, me levou a uma reflexão de diálogo entre a proposta do autor e a nossa atuação como geração cristã cujo legado dos nossos “pais”, heróis, mestres e principal exemplo, Cristo, nos deixaram.

No conteúdo da canção nos cabe uma análise de contexto em que esta canção foi gravada. Época de regime militar, tempos de “milagres econômicos” onde a economia inchava em índices talvez invejáveis à China de hoje, mas só inchou. Também, época de efervescência nas artes, no futebol, de reavaliação dos paradigmas explicativos do real e de anseio por uma liberdade de expressão completa. Tempo onde o capitalismo disfarçado de “ordem e progresso” foi legitimando de vez as suas bases nos grandes centros urbanos; além disso, período em que a cultura urbana sugeriu, ou pelo menos ensaiou um abismo de gerações entre pais e filhos diante de um incerto futuro no país.

“Como nossos pais” discute de forma singular o hiato entre pais e filhos e a permanência dos dramas existenciais perante o anseio de transformar a realidade. De fato, sonhos e realidade passam a se confrontar, e por instantes, na canção a se encontrarem. O autor reconhece que, diante de tantas influências e anseios de transformação social, principalmente ante as privações do regime militar, os filhos cotidianamente ainda continuam (ou continuavam) trilhando os mesmos caminhos, anseios e penúrias que a geração dos seus pais. Decerto, a consciência de juventude, a coragem pra viver, as lições aprendidas com o chão pesado da vida, com os livros e no lar foram legados permanecidos na geração herdeira e ressignificados através de um reconhecimento conflitante, mas permeado de orgulho.

A canção me levou a refletir sobre passado e legado. Fiquei por instantes a pensar: será se a igreja brasileira (e aqui me refiro ao conjunto de evangélicos declarados, distintos e espalhados por diversas denominações) vive de modo digno assim como nossos “pais” na fé nos legaram?

A Palavra diz que “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então Eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”. (2 Crônicas 7:14) É essa oração urgente que tal igreja precisa fazer!

Como um integrante anônimo da igreja dita brasileira e subversivo a um grande pedaço dela, confesso que ela não tem sido nem a sombra do que foram nossos “pais”: não teme a Deus como eles, não ora a Deus como eles, não segue a Bíblia como eles. Há lamentavelmente no meio de nós aqueles em estado de “putrefação espiritual”, os quais têm vendido inverdades em nome de Deus, têm se rendido a fetiches de políticas, status e riquezas. Há outros que têm facilitado e falsificado o Evangelho, de modo que muitas das próximas gerações correm o sério risco de irem para o inferno de uma forma tão sutil a ponto de acharem que vão ao encontro de um Deus escravo da religiosidade e de suas exigências materiais.

Diferente dos nossos “pais” na fé, muitos “filhos” têm trocado a humildade de ser ovelha por status de celebridades da fé. Têm trocado a humildade do cordeiro pela “glória” do lobo. Certamente, neste sentido, nossos “pais” do passado parecem não ser modelo para a geração moderna de hoje.

Infelizmente há uma parte da igreja que está necrosada, essa parte deixou de ser abrigo de piedade e caridade para se tornar mercado para se lucrar e explorar. Essa parte furtou o evangelho para si e o apresentou ao mundo como uma bolsa de valores cujo dono do cofre é outros deuses e a senha qualquer um pode ter.

Por isso fico a murmurar… Quem dera se a igreja dita brasileira em sua parte desvirtuada da verdade reconhecesse sua situação de vexame e mudasse! Quem dera se parte dos líderes reconhecem suas omissões e saíssem da nossa zona de conforto e começassem a viver e a sofrer pelo evangelho! Quem se dera a parte infiel da igreja abandonasse a mentira, a exploração da fé, a doença das heresias. Quem dera, quem dera…

Apenas digo, parte da igreja brasileira que em fétida situação permanece, permanece porque assim deverá ser. Essa parte do contrário se sujará mais e mais. Essa parte apenas tem nome de igreja, mas não o é. Essa parte não teve os “pais” na fé, mas tem outros deuses como inspiração.

Contudo, mesmo reconhecendo que há falsos filhos no meio da multidão e que nos posicionamos em total reprovação ao pseudo-evangelho espalhado por aí, reconheço que, mesmo vivendo pela graça, sendo agarrado pela Verdade, nós ainda estamos muito, mas muito mesmo, aquém dos nossos referencias na fé.

Pois a “minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda NÃO somos os mesmos e NÃO vivemos como os nossos pais”!

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Comentário do Blog: Minha dor também é esta!

Voltemos ao Evangelho Puro e Simples.

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