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Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Tessalonicensses 4:14

Quando tinha 10 anos de idade, ao sair do Paraná para morar no Rio de Janeiro, lembro-me de um culto ao ar livre, evangelístico, que participei na calçada da casa de uma irmã que era nossa vizinha.

Poucas lembranças eu tenho daquele dia, mas uma marcou-me em especial. Não por causa do que aconteceu na hora, mas do que aconteceu ao fim do culto. Sem querer chamar a atenção – a intenção também não é esta – quero apenas explicar tudo que virá linhas a seguir.

Um irmão passou o microfone perguntando se alguém queria a oportunidade, eu acenei com a mão. Então entoei um cântico antigo:

Serei fiel ao meu Jesus, serei fiel;

Serei fiel ao meu Jesus, serei fiel;

Há uma carreira para correr, há uma vitória para alcançar;

A cada dia ao meu Jesus serei fiel.

Até hoje, lembro-me da brisa no rosto no final de tarde, às 17:30 hs. As pessoas passavam, ouviam-se algumas buzinas de carros, crianças brincando com patins, bicicletas; algumas pessoas paravam para ouvir a pregação. Os irmãos tocando guitarra, eu em pé de olhos fixos no pregador. Lembro-me que houve uma conversão. Que irmãos alegres, por terem feito um trabalho de anúncio do evangelho, um culto no “meio da rua”, estavam felizes por que seu trabalho não foi em vão.

Quando cheguei a minha casa, meu pai, que não pode estar no culto, com lágrimas nos olhos disse:

“Meu filho, como fico alegre em te ouvir cantar. Ouvi você cantar daqui de casa. Espero que até o fim da tua vida, você permaneça nos caminhos do Senhor, o qual nós temos ensinado a ti”.

De lá pra cá, aconteceram várias coisas e se for explicar vai ficar muito longo. Cheguei a me afastar do Senhor por longos quase 7 anos. Meu Deus, que terrível período. Achava que estava “tudo numa boa”, mas não estava. Mas Deus que é misericordioso e longânimo, me resgatou novamente, e como diz a canção “dessa estrada, eu não me desvio nunca mais, estou firme, eu não me desvio nunca mais”.

Mas aonde você quer chegar Anderson?’

Naquele tempo a Igreja tinha tantos problemas quanto hoje. Líderes em pecado, heresias sendo pregadas, mas uma coisa não estava tão descaradamente tão em ascensão como teologia da prosperidade, confissão positiva, de sermões focados em bênçãos, “um milhão de bênçãos”.

A única mensagem (que mesmo em meio a outras mensagens espúrias) falava fortemente, era que Jesus morreu, ressuscitou para que tivéssemos vida. Que o pecado e a morte foram derrotados e que viveremos na glória, quando Ele retornar para levar sua santa, amada e imaculada Igreja. Este dia sabemos que é o dia do arrebatamento e está muito próximo. Os sinais mostram. A cada dia guerras e rumores de guerra são mais fortes, escândalos são maiores, o amor de muito está esfriando, está havendo apostasia como nunca foi vista antes, a sodomia tem crescido e muitos outros sinais demonstram. Uma pergunta que tenho me feito é: Estou realmente preparado para o dia do arrebatamento?

Deus, como nós temos perdido o foco, nos desviando dos ensinos básicos da sã doutrina e da fé cristã. Mas é cumprimento de profecias, não é mesmo? – Pensei logo depois.

Dias atrás, participei depois de muitos anos, de um culto evangelístico na casa de um irmão.

Sentado ali na cadeira, enquanto contemplava alguns irmãos expressarem sua alegria de servir ao Senhor mesmo em meio a dificuldades, provas e tribulações, viajava em minhas emoções e pensamentos ao ouvi-los. Aprendia com eles muitíssimo… e como tenho aprendido.

Sinceramente eu “caí da cadeira.” Achava que por ter nascido em berço cristão, ter me rendido a Cristo ainda jovem, me batizado, depois de mais de 10 anos de caminhada com Cristo, pensava saber o bastante sobre a fé, sobre Cristo, sobre a caminhada. E ao bater com a cabeça no chão, depois da queda, percebi como a fé em Cristo é simples e também forte.

Quando pensei que estava voltando ao meu assento, alguém puxou a cadeira e novamente “tomei outra queda”. Uma irmã cantava um hino que falava da Jerusalém Celeste, das ruas de ouro, do rio que corre do trono do Senhor, da morada celeste, onde juntos todos nós viveremos, não haverá mais sofrimentos e o Senhor enxugará todas as lágrimas.

Pensei: “Meu Senhor, há quanto tempo eu não ouvia isso?”. Eu estava em extase. Parece que foi necessário o Senhor me lembrar da eternidade. Que somente lá eu não haverei de sofrer mais. Porque esta vida… ah esta vida, este mundo, enquanto estivermos aqui, pode ter certeza meu irmão, minha irmã, teremos momentos de sofrimento. Nem sempre, mas teremos. Uma vida neste mundo sem sofrimento não existe. Mas aquele que tem a promessa da vida eterna, tem Cristo, a esperança da glória.

Isto me faz lembrar que a porta é estreita e o caminho realmente é apertado. Já parou para imaginar a amplitude desta passagem e do versículo?

“E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.” Mateus. 7:14

Há um contraste enorme hoje com verdades que devem ser resgatadas, lembradas, como o dia do arrebatamento, para estarmos preparados para ele, com a mensagem de muitos arraiais cristãos. “Receba hoje tua vitória”, “Hoje é dia de milagre”, “Campanha dos 7 passos para a Prosperidade”, “Casa Própria” e etc. Tem pastor até pregando por aí que Jesus tinha uma casa de praia, era rico, e quando queria se retirar para descansar, ia para este seu abrigo de descanso.

Creio eu, que na bíblia dele não tem a passagem: “E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.” Lucas 9:58

Meu irmão, minha irmã, escrevo tudo isto para que você perceba a gritante diferença do precisa a mensagem pregada, e a que tem sido pregada hoje.

Se observarmos, os apóstolos e patriarcas da Igrejas exortavam os irmãos e os animavam a serem perseverantes em meio às lutas, dificuldades, sofrimentos – de fato Paulo disse que tinha grande alegria nos sofrimentos – pois o foco dele não estava neste mundo e sim no vindouro, na vida eterna. Pergunte-se a si mesmo, quanto você pensa na vida eterna? Quanto você pensa no dia do arrebatamento? Quanto você pensa na tua salvação?

Estamos realmente preparados? Será que Jesus morreu para que vivêssemos uma vida de abundância aqui?

Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.

1 Coríntios 15:19

Por fim, quero deixar esta canção abaixo que me emocionou nestes dias. Não canso de ouvi-la. É verdade pura. É bíblico. E canções como esta precisam ser resgatadas e cantadas em nossos arraiais.

Pensemos nestas coisas e voltemos as verdades bíblicas.

Paz a todos,

Anderson Alcides

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