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Cada dia que passa, analisando, estudando, refletindo sobre a vida e prática cristã, fico maravilhado como tão forte a Palavra do Senhor e suas declarações são verdadeiras, quando diz que o coração do homem é enganoso.

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” Jeremias 17:9

Por muito tempo, aprendi quando era criança, que não pode e é perigoso, a sincretização da fé cristã. Haja vista que uma festa pagã, ao ser adotada com outras nomenclaturas para dentro dos arraiais das igrejas, não a torna legitimamente cristã. Infelizmente, eu cheguei a participar de coisas assim e confesso que em certos momentos, questionava a legitimidade e se surtia efeito espiritual. Afinal, somos e devemos ser espirituais.

Mas graças ao Eterno Deus, Sua infinita misericórdia e amor, tem concedido a oportunidade de aprender mais sobre a sã doutrina, as Sagradas Escrituras e voltar às veredas antigas.

Existe uma linha extremamente tênue entre contextualização e sincretismo religioso. Na verdade, ouso afirmar que não são poucos aqueles que no afã de contextualizarem a mensagem sincretizaram o Evangelho.

Quero abaixo reproduzir o texto do Pr. Renato Vargens sobre festas juninas e por que, como ele, também não compactuo com certas práticas. Lembremos amados, que toda ação, trabalho, tudo em nossas vidas deve ser regido e guiado pela instrução da Palavra de Deus, as Sagradas Escrituras, a Bíblia.

Gostaria de acrescentar que, ao chegar ao final do texto, ore para que o Espírito Santo lhe mostre, ensine e traga arrependimento caso você já participou ou participa. Não entenda como ofensa da minha parte, mas antes como cristãos, busquemos saber dele, do Pai das Luzes, onde há não variação alguma, a sabedoria que vem do alto, a graça e o perdão, por nos desviarmos da Sua Palavra e andar por caminhos que não são saudáveis para a vida cristã.

Antes de qualquer coisa, gostaria de afirmar que acredito na necessidade de que contextualizemos a mensagem da Salvação Eterna, sem que com isso, negociemos a essência do evangelho. O problema é que devido a “gospelização” da fé, parte da igreja brasileira começou a considerar todo e qualquer tipo de manifestação cultural ou religiosa como lícita, proporcionando com isso a participação dos crentes em eventos deste nipe, desde que portanto, houvesse  mudança de nomenclatura.  Nessa perspectiva, apareceram as baladas, festas  e boates gospel, como também os arraiais evangélicos.
Diante do exposto, gostaria de ressaltar de forma prática e objetiva as principais razões porque não considero lícito ou adequado cristãos organizarem ou participarem de arraiais evangélicos:
O Background  histórico das festas juninas são idólatras, onde o objetivo final é venerar os chamados “santos católicos”.
Bom, ao ler essa afirmação talvez você esteja dizendo consigo mesmo: “Há, tudo bem, eu concordo, mas a festa junina que eu vou não é católica e sim evangélica, portanto, não rola idolatria.” 

Caro leitor,  o fato de transformarmos uma festa idólatra numa festa gospel, não a torna uma festa legitimamente cristã.  Do ponto de vista das Escrituras é preciso que entendamos que não fomos chamados a imitar o mundo e sim a transformá-lo.

Um outro ponto que precisa ser considerado é que ao criarmos uma festa junina evangélica sem que percebamos, estamos contribuindo com a sincretização do evangelho. Na verdade, ouço afirmar que não existem diferenças entre aqueles que em nome de Deus fazem festas juninas, daqueles que em nome do Senhor, promovem a relação entre o baixo espiritismo e o “Reteté de Jeová.”

Vale a pena ressaltar que não sou contra eventos ou festas que tenham bolos, pés de moleque, salsichão, Cachorro quente e o maravilhoso angu a baiana. Na verdade, tirando a canjica que eu detesto, eu amo tudo isso! Conheço igrejas como por exemplo a Igreja Batista de Japuíba em Angra dos Reis, pastoreada pelo meu amigo Ezequias Marins que anualmente, fora do período de junho/julho, organiza uma festa do Milho sem as características juninas, como músicas, bandeiras, roupas de caipira e etc.  Na verdade, Ezequias e sua igreja entenderam o perigo do sincretismo e organizaram uma festa cujo objetivo final é glorificar ao Senhor através da evangelização.

Prezado amigo,  diante do exposto afirmo que as igrejas que organizam festas juninas com danças, vestes caipiras e outras coisas mais, romperam a linha limite da contextualização embarcando de cabeça no barco do sincretismo.

Isto, posto, me parece coerente e sábio que  em situações deste tipo apliquemos a orientação paulina que diz:  “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.” 1 Coríntios 10:22-23

Anderson Alcides

Texto original:  Renato Vargens

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