Tags

, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Dê um brado de vitória ao Senhor!

Este, entre outros jargões evangélicos no meio dos ministérios de louvor, se tornou tão comum que aqueles que estão à frente na liderança deste período do culto o fazem quase que automaticamente… aliás, creio que automaticamente mesmo.

Confesso que já o fiz isto muitas vezes: “Dê um grito de vitória”, “Tira o pé do chão” (este em particular veio de fora da Igreja) e sempre emendado com uma tentativa herculea de animar os irmãos durante o culto com “na palma da mão”, “assim óh…”

Tenho andado reflexivo ultimamente em relação à muitas coisas no meio evangélico: O que tem havido com a Igreja, no que efetivamente nós evangélicos temo-nos tornado e o que temos feito. Digo eu, com profundo temor, que tenho pensado profundamente em relação à minha vida e minha conduta.

Mas se estou refletindo sobre mim, o que tem a ver a Igreja com isto?! Simples! Sou membro dela, e, se um membro em um corpo não vai bem, infelizmente o corpo sofre consequências. Então, acredito eu que a Igreja está tendo consequências de um comportamento robotizado, quase que alienado!!

Não sei se você já reparou… provalvemente tenha reparado sim, que em certos cultos onde toda a atenção deveria ser voltado para Aquele que nos deu a vida, nos religou com o Pai (religare – religião), está mudando o foco para o grupo, banda ou ministério de louvor da igreja. É quase uma animação de platéia, onde se não houver brados, pulos e/ou palmas o louvor não foi bom; se não houver um corinho agitado, os jovens não se animam; se não tiver falando em línguas é porque o Espírito Santo não operou (ou porque alguém está em pecado…a liderança geralmente vai chamar o ministério pra conversar ao final do culto). Entendo e até acho compreensível adequarmos alguns hinos no sentido de que nem todos gostam de um tal ritmo mais rápido ou muito lento, mas não é este o ponto onde quero chegar.

A questão é: A quem devemos agradar com canções durante o culto? Para quem deve ser dirigida minha adoração e louvor durante o culto (o que significa que não precisa ser somente através de cânticos)? Pois tem muita gente por aí esquecendo da palavra… e digo A Palavra.

Estou inquieto, estou me remexendo em meu banco interior, onde há alguma coisa me incomodando para levantar e fazer algo.

Lutero disse uma vez: “A teologia de uma igreja está em suas canções”. Ah como isto é verdade! Há tanta teologia errada em canções sendo cantadas que ouso afirmar que não há nada de Bíblia nelas. Nem um pouco. De fato, as músicas hoje estão mais hedonistas do que Cristocêntricas.

Minha cabeça está à mil, mas quero compartilhar um texto abaixo que vi no blog do Geração Ação e que representa um pouco das minhas inquietudes. Se você for corajoso e ter a humildade de ler e refletir, faça-o! Acredite, não irá te fazer mal.

Líder de louvor: você não é um Rock Star

Eu uso “líder de louvor” apenas no sentido de me referir ao cara que lidera a música. É claro, a adoração musical é apenas uma parte do louvor que acontece no Domingo. É apenas uma das velas acesas, ao lado da adoração por meio da pregação, da comunhão, do serviço, da entrega e de estacionar nas vagas mais distantes para que os mais velhos estacionem mais perto.

Mas quando as pessoas falam que gostaram do “louvor”, geralmente se referem à “banda”. E o primeiro a evitar isso deveria ser o próprio líder de louvor. Assim, aqui estão quatro dicas para o líder de uma banda…

Você não é um rock star

A tarefa do líder de louvor é não interferir na adoração, e redirecionar nossa atenção para Deus. Ele não fará isso se está mostrando sua habilidade de liderar. Líderes de louvor devem ser humildes. Devem se vestir com modéstia. Às vezes os músicos têm um estilo definido quando estão tocando durante a semana. Mas quando vão à frente, na igreja, sua marca pessoal é o mais importante. Quando um baterista reclama de ficar dentro do “aquário”, você já imagina que ele está mais interessado em se exibir do que em focar no Senhor. Quando o baixista pede por uma oportunidade de fazer um solo, aí está mais uma prima donna que você descobriu. O pastor precisa ser o principal responsável pela adoração musical. Se o líder da banda exige liberdade criativa, rejeita qualquer opinião dos líderes ou se torna impaciente com os limites impostos à escolha de músicas, então ele não é homem que você procura para essa tarefa.

Ele precisa se inspirar em Etã, o ezraíta (veja o Salmo 89), não na Better than Ezra [Melhor que Esdras]


O conteúdo é o principal


O líder precisa entender que sua preocupação primordial é o conteúdo das músicas. Uma doutrina sólida deve ser a marca de cada letra. Ele pode até ter que mudar algumas letras para conformar a música ao padrão doutrinário da igreja; não há problema nisso.

Nós já fizemos isso em nossa igreja. O sentimental “He thought of me above all” [Ele pensou em mim, acima de tudo] se tornou o levemente mais correto “He showed His love above all” [Ele demonstrou Seu amor, acima de tudo]. Ao selecionar músicas e hinos para o culto, a preferência pessoal é um luxo. Se os grisalhos gostam de “Castelo Forte”, toque-a com alguma frequência. Se os músicos não gostam… e daí? Isso não é a banda de garagem dele, é o culto a Deus, feito pelo seu povo.


Menos é mais

A música está lá para apoiar a letra. Stuart Townend, músico muito conhecido, em um treinamento sobre louvor em Joanesburgo, falou a alguns líderes que, às vezes, é melhor se perguntar não “como eu deveria tocar para essa parte ficar melhor?”, mas “eu deveria tocar nessa parte?”. O que ele quis dizer é que há momentos em que é melhor silenciar os instrumentos e deixar as vozes da congregação encher o ambiente.

Serve como um bom lembrete que apitos, sinos e outros sons podem levar a congregação a se distrair. Exemplo: quando um guitarrista está fazendo um solo desnecessário, pense no que o resto de nós está fazendo. Estamos lá, em pé, assistindo. Penso que poderíamos usar esse tempo para admirar a glória de Deus na habilidade de sua criatura de improvisar. Mas na verdade, a maioria de nós fica só esperando a nossa vez de louvar a Deus.

Louve!

Os membros da banda não estão dando um show, estão adorando. Deus deve ser seu foco. É por Ele que eles chegam cedo para ensaiar e ficam até mais tarde desmontando os equipamentos. É por Ele que eles treinam, sozinhos, durante a semana. O Domingo é sua oferta para o Senhor. Eles precisam ser como o Little Drummer Boy e tocar o seu melhor para Deus (pa-rampam-pam-pam).

Essa mentalidade também ajuda a banda a lidar com as reclamações das pessoas.

Na era do iPod, quando podemos ter todas as músicas que gostamos no bolso, na altura que quisermos, o estilo das músicas do louvor se torna um problema na maioria das igrejas.

Alguns querem ouvir mais o baixo, outros desejam que o baterista tire longas férias. Alguns gostam mais alto, outros querem ouvir suas próprias vozes. Esse tipo de coisa pode paralisar um líder. Mas quando lembramos Quem é a audiência realmente, alivia-se a pressão de agradar os homens.

Fonte: iPródigo

Anúncios