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 São 10:14 da manhã, sábado, 7 de abril de 2012. Sábado de aleluia, feriado da páscoa. Ao abrir um vídeo numa comunidade que faço parte no facebook; me fez refletir sobre esta data tão importante. O vídeo não fala sobre páscoa, mas que remete sim a ela de outra forma.

Para muitos ao redor do mundo, os que professam a fé cristã, são momentos de reunir a família, muitos compram peixes para fazer as refeições; e após o almoço / jantar, todos se reúnem para comer chocolates. “Ovos de páscoa”.

Alguns ainda fazem votos de uma vida melhor, desejando paz e amor, relembrando o que Jesus fez e de alguma forma, pagam promessas por pedidos ou graças alcançadas (fatos que vemos na televisão todos os dias), pessoas se sacrificando e literalmente, por um sacrifício já consumado.

Estamos numa era totalmente mercadológica. Vivemos tempo do imediatismo e do instantâneo. Não investimos mais tempo em família e tão pouco em reflexões, pensamentos, discussões acerca de qualquer assunto – e aqui em especial sobre a vida eterna, sobre Cristo, sobre a vida cristã.

Isto me faz lembrar que o povo de Israel, no período do Pessach (Páscoa) a família se reúne à mesa – lugar que devemos voltar a nos reunir, sem televisão ou qualquer distração -, para celebrar a libertação da escravidão de Israel no Egito, e toda a história é contada incansavelmente geração após geração. Não há um judeu que não saiba desta história “de cor e salteado”. Celebram, se alegram e trazem à memória para que saibam quem foi que os libertou. Fazem isto em memória. E é aqui, exatamente aqui, que queremos falar um pouco, sobre memória.

O ser humano tem uma facilidade de esquecer. Incrível!!. E o mais impressionante que, quer seja por uma mente automaticamente seletiva ou não, optamos por lembrar ou não, aquilo que nos faz bem ou nos interessa. Se for conveniente, tudo bem, se não, não faz diferença. Daí, penso eu, da importância de sempre contarmos sobre histórias e refletir sobre elas. Isto faz a memória ficar ativa. Lembro da passagem em Deuteronômio: “Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentando em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão e te serão por frontal entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas” (Dt. 6:6-8).

O mais interessante é a palavra inculcar que fiz questão de grifar, pois ela quer dizer: Fazer penetrar no espírito.

Preocupa-me o fato hoje de não ministrarmos mais a base da fé cristã, o significado e o peso que ela tem nas nossas vidas. O que quero dizer é que temos hoje de forma geral, uma idéia muito superficial do que seja páscoa, ainda que saibamos o que significa na verdade, não foi inculcado. E isto reflete na nossa maneira de viver.

Então me deixe dar uma breve “pincelada” sobre a Páscoa. No Antigo Testamento foi o momento da libertação dos israelitas do Egito. Ela marca a saída do Egito, da escravidão dos Hebreus pelos egípcios. Marcou a libertação de Israel de uma dura vida de servidão, sofrimento, penúria e opróbrio. Iniciou-se com uma refeição sacrificial que consistia de um cordeiro assado, ou um cabrito, pães asmos (sem fermento) e ervas amargas. O cordeiro servia para recordação do sacrifício; o pão sem fermento da pureza; e as ervas da servidão amarga no Egito. O Antigo Testamento são sombras das coisas que estavam por vir. Eram sombras de coisas futuras. Assim, toda esta cerimônia aponta para o sacrifício de Jesus. Ele é o cordeiro pascal no Novo Testamento, pois foi sacrificado justamente na celebração da páscoa – as profecias se cumpriram. Está escrito que ao Senhor agradou em moê-lo:

“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão.” Isaías 53:7-10

Agora, eu tenho duas notícias para você. Uma boa e uma má. Mas eu preciso te dizer a má em primeiro lugar.

A má notícia é que eu e você deveríamos ser moídos. Nós que devíamos ser levados à morte. A Palavra do Senhor diz que não há um justo se quer e não há ninguém bom. Romanos 3:10; Eclesiastes 7:20.

Deus está irado. Irado com o pecado e a situação pecaminosa da humanidade. E o que separa o homem dele é o pecado.

“Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” Isaías 59:2

“Porque todos pecaram e destituídos da glória de Deus” Romanos 3:23.

Isto quer dizer que não podemos participar, estarmos juntos, fazer parte do Reino de Deus por causa do pecado. Deus é Santo e nele não há trevas e tão pouco pecado.

Em suma, nós todos somos réus e merecemos a condenação. Não há forma de apagar o pecado se não através da morte. E não há como matar o pecado se a carne não morrer.

Mas graças a Deus por sua infinita misericórdia e seu imenso amor, aqui está a boa notícia, a maravilhosa, a estrondosa notícia, as boas novas, o Evangelho; que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu único filho, para que todo aquele que nele crê, não morra, mas tenha a vida eterna” João 3:16.

Jesus se fez pecado em nosso lugar, para que nele fossemos feitos justiça de Deus. – 2 Coríntios 5:21.

Por isso que defendo que é impossível pregar somente o amor de Deus, sem falar da Sua justiça. Sua justiça era pra ter caído sobre nós. Ela portanto, caiu sobre Jesus, para que fossemos justificados através dele, pela fé e não por obras, não por boas ações, não por não fumar, beber, não por furtar, não por matar e etc., mas pela fé.

Tá, mas e aí, o que tem a ver o título do artigo com tudo isto?! Simples.

Este artigo começou porque assisti a uma peça com o fundo da música Thief de Third Day. Assista aqui.

E me dei conta de que o sentido verdadeiro da páscoa precisa e tem que estar vivo não só neste período do calendário, mas todos os dias da nossa vida. É necessário inculcar, é necessário ensinarmos aos nossos filhos, nossos netos, futuras gerações, até que Ele venha.

Veja: É espantoso ainda como alguns se perguntam: Porque o ladrão foi para o paraíso? Ele não se batizou! Não fez o “Encontro”, não fez isso, não fez aquilo, não crismou, não fez sacrifícios e etc.

Realmente a mensagem da cruz é escândalo. Não entra na mente do homem pensar que pode ser justificado por não fazer nada, já que por ser culpado por ter pecado e ser pecador, em contrapartida precisa fazer alguma coisa para conseguir a absolvição da condenação eterna.

A incrível e maravilhosa notícia e que, como aquele ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus, todos somos como ele. Somos réus. Somos culpados. Não há desculpa para nós. Temos motivos para sermos condenados.

O que aconteceu com aquele ladrão, é que ele reconheceu sua condição de pecador e que merecia a morte. Neste ato ao reconhecer que era réu; reconheceu Jesus como o Messias e conseqüentemente ouviu: “Hoje mesmo tu estarás comigo no paraíso.”

A mensagem da páscoa, consiste em lembrar que pelo sangue de Jesus, pela Sua morte em nosso lugar, reconhecemos que nós quem merecemos tal punição, não Ele, pois Ele não pecou, e sim nós pecamos.

Que coisa assombrosa!! Pense um pouco: Alguém morreu em meu lugar. Eu era culpado e ele não, e eu não faço nada em gratidão.

Assim como aquele ladrão que teve o seu “Pessach” – sua passagem – para a eternidade onde o passaporte foi o sangue de Cristo, em reconhecimento de que não tinha o “visto” necessário para entrar no Reino de Deus, e que alguém concedeu um visto vitalício, devemos reconhecer nossa carência de Deus e que não podemos entrar por nossos méritos ou boas ações, senão somente através de Jesus.

Por isto e por todas as coisas Ele é merecedor de louvor, graça, adoração, exaltação, para todo o sempre. Amém!

Deus nos deu Jesus Cristo para que pudéssemos ter vida e comunhão com Deus Pai. Ficaremos vendo alguém que morreu por nós, ressuscitou para nos mostrar que a vida triunfa sobre a morte e que ressuscitaremos um dia para estarmos com Ele, ou simplesmente esqueçamos-nos do Seu sacrifício e vamos apenas….”comer chocolate ao pés da cruz”.

E isto, merece uma resposta radical e imediata da nossa parte.

Nele, em que todas as coisas subsistem, e com temor e tremor penso todos os dias até a Sua volta.

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