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Por: Michael K. Reynolds

Traduzido por: Anderson Alcides

Um das mais estudadas passagens da Bíblia demonstra a tentação de Jesus Cristo (Mat. 4:1-11). Após um jejum de 40 dias e noites no deserto, Jesus foi testado por Satanás, quem ofereceu a Ele comida, prosperidade e poder. O ensino traducional retrata isto como um exemplo de Jesus resistindo a tentação quando ele está fraco ao extremo, o ponto mais vulnerável no início do seu ministério.
Mas Jesus estava realmente muito fraco?

Na realidade, Ele estava isolado de toda distração e influência do mundo e dependente do Deus Pai.

Podemos aprender como descansar na força de Deus e não na nossa própria força?

Quando cristãos falam “passando pelo deserto da vida”, eles geralmente igualam a isto como sendo a perda de todas as perdas. É comum ouvir pessoas falando sobre como eles tem vivido a experiência “da vida de Jó.”

“Foi quando meu casamento acabou”
“Logo depois que perdi meu emprego”
“Quando minha mãe faleceu”
“Quando atingi o fundo do poço viciado em drogas”

Muitos compartilham neste momento que foi quando decidiram ser converter.

Mas realmente este foi o pronto mais frágil deles? Ou ao invés disso uma grande oportunidade para descansar na força de Deus?

Se fossemos julgar meramente pelas nossas circunstâncias – nossa conta bancária, nossa fracasso no trabalho ou momentos que somos tratados injustamente por outros – estamos de fato nos vales da vida. Mas isto não é o padrão do mundo? Não são estes os tempos em que mais estamos dependentes de Deus?

A Bíblia é repleta com histórias de como isto funciona na vida real, e o Livro de Juízes pode fornecer um claro exemplo. Durante o tempo da história, quando as coisas pareciam desoladoras para os Israelitas eles deveriam se arrepender e apelar aos céus por alívio. Tempo após outro, Deus na Sua misericórdia restaurava sua fé e provia bênção. Infelizmente, tempo após outro, eles perdiam o foco de Deus rapidamente e a nação novamente se encontrava em uma vala espiritual. E este ciclo continuava.

Se formos honestos, não é a mesma história da nossa fé pessoal? Quando os tempos são difíceis, nós livremente esticamos nossas mãos em desespero em direção a Deus. Como sempre, assim nossas circunstâncias melhoram, e brevemente voltamos aos antigos caminhos de sermos independentes.

Podemos aprender com isto? Há duas importantes lições:

Há Força no Deserto
Ninguém gosta de experimentar dificuldades na vida. Dor machuca. Mas se pudermos abraçar de alguma forma estes tempos com uma oportunidade de desenvolver mais intimidade, curando nosso relacionamento com Deus, demonstraremos uma fé que irá brilhar para outros. Iremos claramente encontrar Sua Força e refrigério no meio dos nossos grandes desafios.

Desespero por Deus em Tempos de Abundância
De outro lado, em tempos de abundância, nossas orações não deviam ser alteradas por causa de uma mudança das nossas circunstâncias externas. Sendo abençoados não deveríamos nunca apagar ou zerar nossa confiança naquele que é o único quem nos abênçoa. De fato, devemos aprender destas experiências com os Israelitas em Juízes e saber que nós somos mais frágeis e suscetíveis às tentações de Satanás quando os tempos são bons. Nós somos mais vulneráveis estando debaixo da nossa própria força. Tua vida de oração muda quando os tempos são bons, ou você vai ao Salvador toda manhã desesperado pela Sua presença na tua vida?

Todos amam um bom oásis na vida. Mas entendendo e apreciando que há força no deserto irá radicalmente mudar nossa fé.

Fonte: http://www.michaelkreynolds.com/?p=96

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