Tags

, , , , , , , , , , , , ,

Muito tem se discutido recentemente sobre esta Lei que está em trâmite no Congresso Brasileiro. Não sei, se você leitor, já teve a oportunidade de ler mais sobre o assunto ou ler o Projeto de Lei 2654/2003. A proposta que trâmita no Congresso inclui “castigo corporal” e “tratamento cruel e degradante” como violações dos direitos na infância e adolescência.

Hoje, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) fala em “maus tratos”, mas não especifica os tipos de castigo que não podem ser usados por pais, mães e responsáveis. Com isso, o governo pretende acabar com a banalização da violência doméstica de onde sai boa parte das denúncias.

Antes de expôr minhas idéias, primeiro como cidadão brasileiro fazendo uso da Constituição Brasileira que garante a qualquer cidadão deste país o livre direito de se expressar, e segundo como crente confesso em Cristo Jesus, cidadão celestial, segundo Sua palavra – a Bíblia, quero colocar significados de algumas palavras pertinentes, segundo Dicionário Aurélio, versão eletrônica 5.12.

Criança = S.f. Ser humano de pouca idade, menino ou menina, 2 Fig. Pessoa ingênua, infantil, imatura.

Violência = S.f. Qualidade de violento, ato violento, ato de violentar.

Violento = Adjetivo; Que age com ímpeto; impetuoso; agitado; tumultuoso; V. iracundo; Intenso; veemente; Em que se faz uso de força bruta; contrário ao direito; à justiça.

A maioria dos brasileiros, já apanhou dos pais, já bateu nos filhos e é contra o projeto de lei do governo federal, conforme pesquisa pelo Data folha, publicada na segunda-feira dia 26/07 pelo Folha, 54% dos brasileiros são contrários ao projeto de Lei. Minha opinião sobre tal projeto é que o Estado, mesmo com suas dificuldades em acabar com as violências nas ruas, tráfico, entre outros delitos que acabam culminando em violência, quer impôr de forma “arbitrária” através de um projeto de Lei e controlar também os lares.

Não estou dizendo que sou à favor da violência, muito pelo contrário. Qualquer forma de violência deve ser banalizada e totalmente extirpada – o Estado tem “tentado” isso. Fui criado num lar com princípios bíblicos, aprendendo a honrar os pais – porque de acordo com a Palavra de Deus, meus dias serão prolongados na terra se eu agir assim; sendo o 1º Mandamento com Promessa. Como qualquer criança que não tem noção do que faz, por sua inocência e por que não dizer astúcia, curiosidades das coisas, fui muitas vezes repreendido e quando não obedecia com palavras, foi necessário uso de “palmadas”; sempre acompanhada de uma boa conversa, ou seja, eu sabia porque estava tendo a correção.

Para um país que tem boa parte da sua população ainda católica e diz crer num Deus único e Santo, e crê na Bíblia devíam considerar algumas lições deste livro que traz lições para toda e qualquer área da vida do homem.

(SL 19:7) – A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices.

(SL 19:8) – Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos.

(SL 19:9) – O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente.

Primeiramente, nossa sociedade e o mundo está um caos, devido a negligência primeiramente da igreja.

Quem nasceu num lar cristão, sabe do que falo. O lar é lugar onde devemos manifestar a glória de Deus, pois a família é um projeto do Senhor. Cabe a nós aconselhar e demonstrar com nossas atitudes como um lar pode crescer, com sabedoria, amor, retirdão, sendo exemplo para a sociedade.

Um dos homens mais sábios de toda a história – e acredito que até hoje não exista outro como ele – Salomão disse: (PV 13:24) – O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga. (PV 29:17) – Castiga o teu filho, e te dará descanso; e dará delícias à tua alma. (PV 23:13) – Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. (PV 23:14) – Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno. (PV 29:15) – A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe.

E me desculpem os psicólogos, estudiosos, catedráticos e acadêmicos da sociedade que possam refutar dizendo: “Isto era para aquele tempo”. Ah é?? Criança daquela época não agia como criança de hoje? Não era inocente? Não era ingênua? Não precisava de correção e instrução?

O problema é que a sociedade associa a palavra CASTIGO com AGRESSÃO FÍSICA. A palavra castigo ou disciplina vem da mesma raiz na língua hebraica que significa: corrigir, advertir, castigar, repreender. Tem a idéia tanto de advertência e ensino verbal, bem como do uso de castigo (vara). Atualmente a sociedade usa a sandália para dar umas palmadas ou até a própria “palma da mão”. No caso da palavra castigo, está mais para educar do que para punir. A questão toda do projeto de Lei em pauta é que não há definição do grau de castigo físico moderado ou imoderado.

O que quero dizer é: se eu der uma palmada no meu filho para corrigir uma atitude que há tempos venho o advertindo para não fazer novamente, mas o meu vizinho bate em seu filho à ponto de deixar marcas em seu corpo ou até sequelas, exagerando em sua correção, tem o mesmo peso. Discordo totalmente. Absolutamente um projeto deste porte é totalmente aceito, mas ressalto que é necessário deixar explícito nela o que é castigo físico moderado ou imoderado ou os meios com que se fará. A sociedade até hoje não mudou e não vai ser por causa de uma lei assim que irá mudar de uma outra pra outra. Discordo totalmente que o Estado vai dizer de como eu devo tratar ou como eu tenho que corrigir meus filhos, se nem ele mesmo tendo dado conta do recado com a violências nas ruas. E por falar em violências nas ruas, acredito que crianças e jovens não estariam envolvidos em tráfico, assassinatos, violências, estupros se não fosse pela educação do berço de família. Não acredito que a 100% da violência cometidas por crianças e adolescentes, sejam decorrentes de possíveis violências sofridas em seus lares. Primeiro acredito que seja pela falta de política mais intensa, com boa educação em colégios, investimentos em segurança pública, oportunidades de trabalho. Segundo pela falta de uma educação cristã forte baseada primeiramente em saber respeitar e obedecer aos pais e a Deus e as autoridades na terra.

Por fim, quero finalizar declarando que sou à favor de uma lei que proteja a criança e o adolescente da violência, mas que tal projeto deve ser revisado e com cuidado e com maior participação da sociedade e principalmente da igreja. Do contrário, teremos crianças dizendo aos pais ao menor sinal de repreensão por parte deles: “Olha, cuidado. Você não pode encostar em mim ou te processo”. Criança e adolescente estão em processo de formação psiquica e moral. São inocentes, ingênuos e precisam de correção e instrução. Teremos crianças mandando nos pais e pais com receio de corrigir seus filhos. A sociedade se inverterá.

Por último, não me espantará se acontecer, afinal mais uma profecia da vinda de Jesus se cumprirá:

(MC 13:12) – E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer.

Pergunto à você que faz parte do corpo de Cristo: Qual será sua atitude com relação a esta lei e como cidadão brasileiro? Qual será a sua voz?

Anúncios