Não vou ao culto por que mesmo?

No ano 303 da era cristã, o imperador Diocleciano ordenou que os líderes cristãos entregassem seus livros – possivelmente parte da Escritura que temos hoje – para serem queimados como prova de sua fidelidade ao governo, e também para não sofrerem consequências das perseguições – morte – desta forma negando sua fé. Os líderes que agiram assim ficaram conhecidos como traditores (aqueles que entregam ou entregaram). É bem possível que a palavra traidor venha desta raiz.

Porém, aqueles que obedeceram a Diocleciano não entregaram apenas livros, mas também os irmãos na fé que se recusaram a agir contra o edito do imperador. O resultado foi uma sangrenta perseguição. Quando não eram mortos, os crentes fiéis eram multilados.

O livro História do Cristianismo, por A. Knight e W. Anglin, cita parte desta história. Lê-se que “Antino, bispo de Nicomédia foi decapitado. Muitos foram executados, outros queimados, outros amarrados e com pedras atadas ao pescoço levados em botes para o meio do lago, e ali lançados à água”.

Passado o tempo da perseguição, debaixo do governo de Constantino, os traditores – aqueles que entregaram – voltavam para as reuniões da igreja, para os cultos, pedindo desculpas ao seus irmãos que, agora, estavam multilados, haviam perdido – senão todos – alguns dos entes queridos. Os irmãos com as marcas das perseguições em sua alma e corpo agiram como cristãos, perdoando os traditores.

Em um país livre como o Brasil, e que goza de liberdade religiosa para professar sua fé e se reunir com pessoas da mesma crença, fica às vezes complicado se colocar no lugar dos irmãos que sofreram perseguições, e neste caso ainda mais, traídos.

O que nota-se na vida daqueles homens e mulheres de Deus foi sua disposição, mesmo que debaixo de tamanha perseguição, a continuarem se reunindo como igreja para proclamar a glória e graça do Deus que os resgatou das trevas para a sua maravilhosa luz. Eram resolutos mesmo debaixo de tamanha perseguição irem às reuniões de culto, mesmo não tendo um braço, uma perna, tendo os olhos vazados, perdido seus entes e bens e ainda correndo o risco de morrerem – que ocorreu com muitos.

Cora-me o fato de que eu, muitas vezes deixei de reunir-me com a igreja por coisas frívolas: uma dor de cabeça (que se houvesse tomado dipirona haveria resolvido); uma chuva de nada, ou porque estava magoado com alguém.

A análise que eu faço disto é que, possivelmente, primeiro, eu não entendia realmente a fé que eu professava e que há certos custos para viver com Cristo, que negar a si mesmo é questão que não pode ser deixada para trás; segundo que, aliado ao primeiro, minha fé necessitava ser amadurecida, mas que para isso ocorresse era necessário justamente “engolir meu eu a seco” e reunir-me com meus irmãos.

A salvação não nos custa nada, mas o discipulado irá nos custar tudo!!

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Trabalho na eternidade com Cristo

“No coral quero cantar, declarar que Ele é Santo, Santo / Infinitamente adorar, dizendo que Jesus é Santo, Santo / Na composição do céu, vai cantar quem for fiel / O hino da Vitória será o meu troféu”

Essa é parte de uma canção bem conhecida no cenário gospel. Parte dela afirma o que muitos cristãos alimentam em sua imaginação de como será a eternidade com Cristo: descansar eternamente, cantando apenas num coral com os anjos.

Uma vez, na minha adolescência, ouvi de um colega não crente, mais ou menos o seguinte: “se a visão dos crentes é ir para o céu pra ficar cantando com os anjos, de olhos fechados, esse céu de vocês é chato pra caramba. Eu não quero um céu assim”.

Minha visão a respeito da eternidade com Cristo é bem diferente do conceito enunciado acima pelo meu colega e que está ainda no imaginário de muitos cristãos. Creio que na eternidade, os salvos terão muito o que fazer! Eis algumas razões para isso, das quais farei uma conclusão e algumas aplicações.

1. RECOMPENSA – O GALARDÃO

O Apóstolo Paulo demonstra que o trabalho de edificação da igreja resultará em recompensa na eternidade. Um exemplo disto é o verso 14 do capítulo 3 de 1 Coríntios. Diz o texto: “Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão”.

O texto mostra que a obra será provada pelo fogo; e os materiais usados serão testados pelo fogo. Se as obras de alguém resistirem ao fogo, ele receberá a recompensa.

O autor de Hebreus também demonstra que Deus não é injusto para esquecer-se das obras realizadas por amor em serviço aos santos.

“Porque Deus não é injusto, para se esquecer da vossa obra, e do amor que para com o seu nome mostrastes, porquanto servistes aos santos, e ainda os servis”. Hb. 6.10.

Ainda, Jesus parece demonstrar que há graus de recompensa (semelhantemente à parábola dos talentos e das minas) em Mateus 5.40-42. As palavras “galardão de profeta” e “galardão de justo” demonstram que pelo menos há graus diferentes de recompensas, embora não saibamos como estas são.

Em Mateus 19.29, Jesus menciona que aqueles que o seguirem tendo deixado para trás tudo por causa do seu nome (o contexto fala de apego às riquezas e tudo que é passageiro), receberão muitas vezes mais e herdarão a vida eterna.

As cartas às sete igrejas do Apocalipse demonstram também que há recompensas por fidelidade ao Senhor e à sua obra. Ap. 2.7; 2.10; 2.17; 2.26-27; 3.12; 3.21.

2. TESOUROS NO CÉU

O sermão do Monte é um dos sermões mais longos de Jesus, senão o mais longo.

No sermão do monte, Jesus não está dizendo que para nos tornarmos seus discípulos devemos agir do modo como é demonstrado no capítulo 5 até o 7, mas ao contrário, o significado é: se vocês são meus discípulos é desta forma que vocês irão comportar-se.

No capítulo 6 de Mateus há uma espécie de comportamentos que permeiam todo o ser humano, sua vida piedosa demonstrada na prática da justiça, no comportamento, disposição na oração, e cuidados desta vida. Nos versos 19 ao 21 é dito para não ajuntarmos tesouros nesta vida onde a traça e a ferrugem corroem e os ladrões roubam, mas devemos ajuntar nos céus onde este males não os atingirão.

3. O REINO DE DEUS É COMO…

O Senhor Jesus para explicar como é o Reino de Deus fez uso de parábolas.

Não é consenso entre muitos teólogos se as parábolas são histórias reais que Jesus usou para falar a respeito do Reino, ou apenas estórias ilustradas para exemplificar como é o Reino, ou ainda um mix destes dois pontos.

Parábolas são pequenas ilustrações para demonstrar verdades e implicações importantes. As verdades contidas nas parábolas são únicas, as aplicações, obviamente, podem variar.

Diversas parábolas ele menciona a recompensa medida pelo trabalho realizado:

A. Parábola dos Talentos (Mt. 25.14-30)
B. Parábola do servo diligente (Lc. 12.42-48; Mt. 24.45-51)
C. Parábola das dez Minas (Lc. 19.11-27)

É curioso em particular a parábola dos talentos e das minas, onde a expressão “foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei” é, “a todo o que tem dar-se-lhe-á; mas ao que não tem, o que tem lhe será tirado”.

4. O PROPÓSITO DE DEUS NA CRIAÇÃO

Quando o Senhor criou o homem, o plantou num jardim e junto a isto lhe deu trabalho. Lemos em Gênesis que o Senhor disse ao homem para arar a terra e cultivá-la. Trabalho foi uma das primeiras coisas que o Senhor concedeu ao homem.

Sendo o homem aquele que deveria ser o sub-regente da criação, representante de Deus feito à Sua imagem e semelhança, como um Deus que sempre trabalha, também concedeu ao homem o privilégio de O servir e o adorar com as obras de Suas mãos.

5. A PAROUSIA, A CIDADE E OS HABITANTES

Nos capítulos 21 e 22 de Apocalipse vemos o cumprimento da história. Novos céus e nova terra e uma nova cidade, a Jerusalém Celestial, seus habitantes morando eternamente com o Senhor. Nesta cidade, o capítulo 22.3 diz que os servos de Deus O servirão. A palavra no grego para serviço aqui é latreio, que significa tanto um serviço prestado por um trabalhador / escravo quanto render adoração.

O verso 12 diz que a vinda do Senhor é sem demora e com Ele está a recompensa, o galardão que tem para retribuir a casa um segundo as suas obras.

Na parousia e nos novos céus e nova terra, vemos como se o propósito de Deus na criação em Genesis fosse restaurado. Não consigo ver isso de forma diferente.

CONCLUSÃO

Há recompensa para os justos segundo as suas obras. Os salvos serão recompensados de acordo com o trabalho, o serviço feito aqui na terra em prol do Reino de Deus, por amor a Ele e aos santos. Não sabemos no entanto como é a forma desta recompensa, como ela se parece. Mas vemos, como já demonstrado, que haverá graus diferentes de recompensa.

As parábolas de Jesus, principalmente as relacionadas a recompensa mediante trabalho, nos mostram pelo menos que nosso comportamento aqui terra é uma demonstração da expectativa do que teremos na eternidade. As palavras “foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei” aponta para o fato de que o salvos terão recompensa proporcional à sua fidelidade e ao serviço prestado.

O galardão parece ser um mix de recompensa, gratificação pela fidelidade ao Senhor e sua obra, bem como uma “promoção” – (sobre o muito te colocarei) – para trabalhar coisas maiores e mais excelentes.

APLICAÇÃO

Se entendessemos melhor o quão sério deve ser a nossa disposição de servir a Deus aqui, seríamos mais diligentes em muitas coisas relacionadas ao Reino de Deus.

Não nos preocuparíamos tanto com as coisas desta vida, mas ajuntaríamos tesouros nos céu, e o faríamos por amor a Deus e aos santos. Seríamos mais diligentes na obra do Senhor, pois os tesouros do céu não podem ser destruídos.

Nosso Senhor continua trabalhando. Nós trabalharemos para Ele.

Concordo com meu colega não cristão que se a vida no céu resumir-se em cantar alguns hinos diante de Deus, será uma coisa monótona.

Creio que os salvos servirão a Deus, o adorarão com seus feitos e serviço, contemplando Sua face eternamente.

Deus trabalha. Nosso Senhor Jesus trabalha. Seus filhos devem trabalhar.

Um crente preguiçoso é uma contradição. Preguiça é pecado, a Bíblia já o declara.

Em Cristo,

Pr Anderson Alcides

05 ERROS NA CRIAÇÃO DOS FILHOS QUE PODEM ATRAPALHÁ-LOS DE IR A CRISTO

Por Starr Meade
Traduzidor por: Anderson Alcides

“Quando meus filhos tiverem crescido, uma coisa que eu quero que levem com eles é…”

COMO UM PAI AMERICANO COMUM RESPONDERIA A ESTA PERGUNTA?

As respostas certamente irão variar, mas com que frequência nós ouvimos um pai dizer: “Eu quero que meu filho aprenda piedade em nossa família?”
Até mesmo pais cristãos dariam uma resposta dessa? Uma definição de piedade é “devoção aos deveres religiosos”. A observância fiel do dever em uma cultura tão orientada para os sentidos quanto a nossa parece menos interessante. Ainda assim, devoção ao dever assegura que o que é certo e importante deve ser feito, no entanto, nós sentimos no momento. Devoção ao dever é parte de um bom caráter, e devoção ao dever religião-piedade é parte essencial de um caráter piedoso.

Piedade familiar precisa começar com o conhecimento do único Deus, o que significa conhecer Deus da forma como ele revelou a si mesmo na Bíblia.

Se esta é a verdadeira piedade, isso não irá parar e ficar vago, mas irá se estender em nosso comprometimento diário para viver à luz da revelação de Deus, vendo o mundo como Deus vê, amando o que Ele ama, e vivendo para ver e mostrar Sua Glória.

Muitos equívocos comuns sobre o que é melhor para os filhos ameaçam tirar dos trilhos o treinamento deles neste tipo de piedade se o aceitássemos sem refletir. Então, quais são estes erros e como eles nos impedem de praticar a piedade em nossas famílias?

Erro 1: “Boa paternidade é centralizada na criança”

Cada vez mais, os pais considerados os mais exemplares são aqueles que dão mais aos seus filhos. Na verdade, sempre foi verdade que bons pais devem dar, dar e dar, até mesmo sem o prazer que gostariam de ter, para que as necessidades dos filhos sejam saciadas. Todavia, hoje, com frequência nós consideramos bons pais como aqueles que dão aos filhos não somente o que eles precisam mas o que eles querem também. A medida de um bom pai é definida pela velocidade com que ele ou ela está inclinado a deixar de lado outras preocupações para fazer o que a criança gostaria de fazer.

“Acabei de começar meu jantar e meu filho, sem fome, quer sair pra brincar. Se eu sou um bom pai, deixarei meu jantar e vou sair pra brincar com ele. Eu estou no meio de uma conversa com alguém quando meus filhos começam a puxar a minha manga pedindo minha atenção. Já que eu sou um bom pai, eu peço licença da conversa para ouvir o pedido do meu filho. Meu marido e eu gostaríamos de passar um tempo juntos, mas meus filhos não querem ter alguém pra cuidar deles, então ficamos em casa. É o Dia do Senhor e eu quero ir para o culto, mas meus filhos não gostam de ir para a igreja, portanto nós vamos apenas a Escola Bíblia e depois vamos embora”.

Paternidade focada na criança pode ser uma tentação de proteger contra tempo inadequado de ensino, treinamento, amor e desfrute dos filhos. Mas paternidade vai ao extremo oposto e começa a se tornar erroneamente centrada na criança quando as preferências dela são mais frequentemente usadas como critério de escolha dos pais.

A paternidade centrada na criança falha em dois lados. O primeiro, falha em preparar a criança para a vida no mundo real. Conforme os filhos crescem, eles encontram colegas de jogos, professores, chefes e esposas ou esposos que não darão suporte a todas as suas escolhas e preferências.

Se a criança espera ter todos os seus desejos cumpridos por outros, então eles serão preparados unicamente para o desapontamento. Segundo e mais importante, a paternidade centrada na criança falha em treiná-la na piedade. Pais devem ser modelos para mostrar que Deus e sua vontade é suprema. Embora parte das responsabilidades dadas por Deus aos pais incluem dar tempo e atenção às preocupações dos filhos, Ele também deu outras responsabilidades da mesma forma. Pais piedosos fazem Deus o Centro, não os filhos.

“Eu ligo para a babá e passo tempo com meu marido se a criança gosta disso ou não, porque Deus me chamou para ser uma esposa. Nós vamos ao culto como família se meus filhos preferem fazer alguma coisa diferente ou não porque Deus nos chamou para O adorar com o Seu povo”.

Filhos, também, precisam ser treinados desde cedo a ter consideração uns pelos outros e especialmente Deus – mais do que a si mesmos. Precisam aprender a falar somente quando alguém terminar, aprender a se divertirem sozinhos pois, papai e mamãe precisam fazer algo agora mesmo, precisam aprender a deixar de lado suas preferências e desejos em favor do outro – tudo isso é parte do treinamento requerido para preparar os filhos para viverem a vida para a Glória de Deus mais do que satisfação imediata dos seus próprios desejos.

Erro 2: “O elemento mais importante do ensino espiritual da criança é a diversão dela”

Como professora de Bíblia em uma escola cristã, eu estou estarrecida como muitos pais parecem satisfeitos em ensinar seus filhos a sentirem-se bem com um Deus que cuida de nós e responde nossas orações e como poucos preocupam-se em ensiná-los a conhecer o Deus da Bíblia. Crianças tem crescido em igrejas com programas desenvolvidos para elas e elas tem se divertido, mas conhecem muito pouco sobre a Bíblia e o caráter de Deus.

Piedade deve começar com o conhecimento do único Deus verdadeiro, o que significa conhecer Deus da forma como Ele revelou a si mesmo na Bíblia.

Ainda assim há um sentimento anti-intelectualista em muitos círculos evangélicos que fazem virtudes o amor e o realizar, enquanto na verdade desprezam o aprendizado e conhecimento. Doutrina e conhecimento acadêmico são contrastados com amor sentimental por Jesus, como se pudéssemos ter um ou outro, mas não ambos. Embora alguém possa conhecer muito sobre Deus sem amá-lo, ninguém pode amar o verdadeiro Deus sem conhecê-lo. E já que o verdadeiro Deus escolheu revelar-se a nós nas páginas da Bíblia, não podemos conhecê-lo sem estudo.

Um dos meios mais importantes de ensinar as crianças a respeito do Deus da Bíblia é ler a Bíblia com e para eles. Outro meio muito importante é ensinar a fé cristã por meio de um bom catecismo. Um catecismo pega as doutrinas principais da fé cristã e as apresenta através de perguntas e respostas. Seu valor reside em declarar verdades bíblicas claramente em frases concisas e fáceis de serem lembradas.

Uma das objeções em usar catecismos é que eles dependem de uma aprendizagem habituada, aparentemente vazia de significado para o aprendiz. De fato, catecismos usam aprendizagem que segue rotina, mas aprendizagem com rotina é na verdade um dos meios e métodos mais efetivos, especialmente para crianças. Você ainda lembra do alfabeto, tabuada, canções e cantigas de crianças? Como você aprendeu? No entanto, aprender um catecismo não tem que ser meramente uma rotina chata, desde que pais e professores possam e devam investir tempo e terem certeza que as crianças entendam o significado de cada resposta e possam buscar sua fonte espiritual.

Estudo e memorização catequética nem sempre são divertidos, mas frequentemente requerem trabalho duro e diligência. Mas Deus nos deu Sua Palavra e nos chama para tal diligência e trabalho duro para que possamos O conhecer. Envolver as crianças quando ensinamos é importante se quisermos que nossos filhos gostem de aprender; ainda assim nunca deveríamos fazer da diversão das nossas crianças a prioridade em nossos cultos, escola bíblicas, escola de férias ou devoções familiares. Solidez e essência intelectual retiradas das proposições bíblicas que Deus nos dá na Escritura deve ser nossa prioridade máxima conforme aplicamos os fundamentos nos quais nossos filhos construirão suas vidas e piedade diante de Deus.

Erro 3: “O objetivo da edução é uma carreira lucrativa”

Eu conheço muitos pais que se preocupam que a educação seja prática, embalada com habilidades que seu filhos adquirirão e serão capazes de usar, especialmente em ganhar a vida. Raro é o pai que compreende os valores da educação como aquela que mais desenvolverá de forma plena o potencial de seu filho como ser humano criado à imagem de Deus para mostrar Sua Glória.

Os antigos romanos, tendo conquistado o mundo conhecido, tinham escravos que faziam seus trabalhos para eles. Consequentemente, eles não precisavam de nenhum treinamento vocacional. Ao invés disso, eles precisavam ensinar seus filhos (que eram pessoas livres ou liberi – de onde tiramos o conceito de “artes liberais”) de como fazer uso sábio do tempo livre. Sua educação, assim, focada naquelas coisas que colocam os seres humanos à parte das outras criaturas, ou seja, história da humanidade, idiomas, filosofia, arte, música e literatura. Eles acreditavam que uma vez que seus filhos fossem educados neste modo, eles seriam capazes de reconhecer, valorizar e criar o que fosse bom, verdadeiro e belo.

Muitos séculos mais tarde, o poeta puritano John Milton, valorizando plenamente as humanidades, adicionou esta verdade ao objetivo da educação para reparar as ruínas criadas pela queda. Ele acreditava que a educação deveria ensinar as pessoas a conhecer, amar e imitar seu Criador. Em outras palavras, estudando as humanidades de forma cristã ajudaria outros a se tornarem verdadeiramente humanos do modo como Deus planejou. Ainda mais tarde, no século XVIII, o teólogo e filósofo Jonathan Edwards escreveu que o fim de tudo o que fazemos, incluindo estudo acadêmico, deveria ser para contemplar e saborear a glória de Deus em tudo o que Ele fez.

Qualquer que seja a educação escolhida para nossos filhos, nós devemos perceber que eles gastam uma grande porção (talvez a maior porção) de suas vidas absorvendo o que nós escolhemos para eles. Assim, temos questionado a nós mesmos se eles têm sido adequadamente educados para verem a glória de Deus em cada disciplina acadêmica que eles encontram?

Nós estamos ensinando-os a trabalharem diligentemente, não apenas para adquirirem habilidades que poderão usar algum dia em seu trabalho, mas também aquelas tarefas que requerem rigor intelectual que podem enriquecer suas vidas e fazer deles seres humanos plenos? Nós estamos fielmente lembrando nossos filhos, pelas nossas palavras e obras, que nós estamos exigindo essas coisas para que eles possam ver mais plenamente a Glória de Deus e mostrá-la à sua geração?

Erro 4: “A prioridade máxima de uma família deveria ser envolvimento nas atividades de seus filhos”

Crianças hoje tem muitas coisas para fazer. A maioria das famílias americanas parecem acreditar que o melhor pai é aquele cuja criança está envolvida em muitas atividades. Futebol, beisebol, dança, ginástica, aulas de música, aulas de arte – para muitas famílias, a lista é muita longa e o carro da família está sempre de um lado para o outro levando-
as para essas atividades. Certamente, essas atividades são dons de Deus para serem usufruídos. A Escritura ensina que o que façamos deve ser feito para a glória de Deus e coloca o exercício físico, competição, arte e música de modo positivo. No entanto, a Escritura não as menciona com frequência. O que é repetido enfaticamente como digno do nosso tempo e atenção, que nos chama a amar e valorizar, que é pauta em cada ângulo concebível é a Igreja que Cristo redimiu com seu próprio sangue.

Considerando a tremenda importância como o Novo Testamento coloca sobre a Igreja de Cristo, verdadeira piedade familiar – devoção aos deveres religiosos – deve incluir o compromisso de uma família com o corpo local da igreja. Quando uma família está tão ocupada com as atividades dos filhos que precisa levar o domingo como um dia para ficar em casas juntos como família e descansar, ou quando essas atividades tomam lugar em um domingo e que devem ser atendidas, impedindo que se reúnam com a igreja,
a família não está vendo como Deus vê e amando o que Cristo ama.

Crianças podem aprender muito cedo que o corpo da igreja é sua família e que o povo de Deus são seu povo. Eles podem aprender que adoração e encontro com o povo de Deus são na verdade a prioridade máxima, deveres dados por Deus – que não podem ser colocados de lado. Pais fiéis podem dar o exemplo de envolvimento na igreja local e assegurarem que seus filhos, embora jovens, possam ter algum meio para eles mesmos servirem.

Erro 5: “Igreja é para adultos”

Tenho certeza de que nenhum pai ou pastor jamais diria que igreja é para adultos e não para crianças. Ainda assim, considerando os pressupostos, muitos fazem com que os filhos “tenham nada a ver” com o culto, e julgando pelo modo como muitos sermões parecem ser direcionados para os adultos, parece que nós assumimos que o culto, ao menos, é apenas para adultos.

A maioria dos pastores e igrejas poderiam fazer muito mais incluindo as crianças na igreja. Sermões não devem ser “bobões” porque as crianças estão na congregação, mas pastores podem lembrar dar crianças enquanto preparam o sermões e assim trabalhar numa ilustração ou explicação que as ajudará a ter foco no principal ponto e serem capazes de discutir o sermão com seus pais em casa. Líderes de louvor podem usar um momento para explicar um verso ou dois de um hino antes de cantá-lo para ajudar não somente adultos mas as crianças entenderem as palavras cantadas.

Frequentemente é dito que as crianças são a igreja de amanhã. Elas certamente são e todos nós que nos comprometemos com a Igreja de Deus farão bem em lembrarmos disto. Mas não devemos também ter em mente que as crianças entre nós são parte da igreja de hoje. Devemos trabalhar duro para incluí-las agora para que queiram estar conosco mais tarde.

Pais podem ensinar seus filhos que Deus exige seu envolvimento com a igreja. Eles podem mostrar o exemplo por fielmente trazerem seus filhos para o culto a cada semana. Mas é apenas a Igreja em si – o povo de Deus que as crianças vêem a cada domingo – que pode fazer que estas crianças sintam que pertencem a este povo, que podem ajudá-los a querer estar no meio deste povo, dedicados a este dever religioso especial de envolvimento com a Igreja. Participação fiel na Igreja é também importante para o nosso Senhor Jesus Cristo. A diligência de ambos os pais e congregação são necessários nesta parte mais vital do treinamento de uma criança na piedade.

O que mais gostaríamos que nossos filhos levassem com eles quando tiverem crescido? Queremos que nossos filhos conheçam a Deus como ele revelou-se em Sua Palavra, e amá-lo com amor que os leve a glorificá-lo e servi-lo todos os seus dias? Nós queremos piedade cristã em nossos filhos? Então examinemos nossas prioridades e práticas. Centralizemos nossa paternidade ao redor de Deus mais do que ao redor dos nossos filhos. Passemos para eles a essência da fé que professamos através de estudo diligente das Escrituras e instrução catequética. Eduquemos nossos filhos tendo em vista a Glória de Deus como principal objetivo. Dê a igreja a prioridade que Cristo dá a ela em nossas famílias – e lembremos de incluir nossos filhos nas nossas igrejas.


Fonte original: https://corechristianity.com/resource-library/articles/5-misconceptions-about-parenting-that-will-hinder-your-children-from-coming-to-jesus?utm_content=buffer33915&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

Socorro! Meu marido pode ser chamado para o ministério!

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Por: Kim Harvey

Traduzido por: Anderson Alcides

Se você está lendo isto, há chances de que você já teve “a conversa”. Você sabe, aquela onde ele casualmente tenta trazer a notícia que o deixou desnorteado com o cutucão de Deus. Ou talvez, ele de forma legal lançou uma “ideia que passou pela cabeça” a qual ele tem orado a respeito e perguntou se você tem a ideia de que ele possa ser chamado a ser um pastor. Eu não me importo o quão preparada você esteja, mas a pergunta tende a fazer uma esposa sentir-se como se ela estivesse de repente presa num simulador de vôo, incapaz de encontrar um lugar para aterrizar seu cérebro.

Eu posso dizer. Quando meu esposo disse-me que ele sentia-se chamado ao ministério, eu pensei: “Você, sim… Entendo. Eu? Hmmm, Eu não acho. Depois de tudo, eu não sei qual é a primeira coisa a respeito de ser uma esposa de pastor. E a propósito, como você pode ser chamado ao ministério com minha personalidade anexada a você?. Eu tenho minha própria opinião e certamente não sou tão fácil!”

Desnecessário dizer que nós começamos com um par de passos para trás.

Meu marido diz que por volta de 50% de esposas de pastores ou plantadores de igreja em potencial não vêem imediatamente o que seus maridos estão sentido. Talvez você esteja neste grupo agora mesmo. Se está, aqui estão alguns pensamentos de algumas amigas sábias que compartilharam comigo no dia.

É O CHAMADO DELE, NÃO O TEU

Eu tenho boas notícias. Não há ofício de mulher de pastor ou ajudante de plantador de igreja na Escritura. Isto significa que seu marido pode ter sido chamado para liderar a igreja, não você. Isto não te joga de lado completamente (veja o próximo ponto), mas significa colocar o chamado dele em perspectiva. Eu sei que eu precisava daquilo. Muito cedo, eu lutei contra a ideia de que eu poderia realmente ser a esposa de um pastor por causa das imagens estereotipadas das quais eu pensei como eram as esposas de bons pastores. Entender a distinção entre o papel dele e o meu não era somente um enorme alívio, mas libertou-me para pensar mais claramente a respeito de coisas em que eu poderia ajudar e servir.

MAS O CHAMADO DELE REIVINDICA ALGO DE VOCÊ

Desculpe, você não está completamente de lado. A palavra de Deus requer algo de você, e eu tenho certeza de que é algo que você irá abraçar alegremente desde que venha do nosso Senhor. Moças, a liderança dos seus homens no casamento e em casa serão examinados. (1 Tm. 3.4-5; Tito 1.6,8). Ele é também chamado para ser “hospitaleiro” (1 Tm. 3.2; Tito 1.8) e ter crentes e discrentes em sua casa – isto é difícil de se fazer sem uma esposa. Eu acho que nós podemos inferir que se a esposa de um diácono é contada para certos requisitos (1 Tm. 3.11), nós seremos também.

Mas eu vejo tudo isto da seguinte forma: Se você ama seu esposo, quer cuidar dos seus filhos, não se importe em usar sua casa como um lugar para o ministério, e não se irrite com um pouco de prestação de contas, então você está mais do que metade do caminho. Vai lá garota!

CONFIE EM DEUS NO PROCESSO

Parece-me que toda esta coisa é muito mais sobre fé. Deus quer guiar você em uma maravilhosa jornada de equipe com seu marido em descobrir a vontade de Deus. O caminho por onde você anda pode ser frustrante e divertido, mas o nosso Gracioso Deus quem fez o convite.

Faça perguntas difíceis a respeito de si mesmo; faça-as a respeito de seu marido também. Não tema enfrentar respostas duras. Isto é mais do que simplesmente definir um chamado. Deus transformará você através deste processo. Sim, Deus fará Sua vontade conhecida. Porém, virá através de tempos de transparência em conversas juntos enquanto você confiar em seu Pai que “recompensa aqueles que o buscam” (Hb. 11.6);

Mais boas notícias. Seu seu marido terminar plantando ou pastoreando uma igreja, os desafios serão difíceis, mas a experiência será mais gloriosa do que você jamais imaginou. Isto será para vocês dois. Então, é hora de orar, porque para esta aventura você vai precisar.

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Fonte original: SoJourn Network

Chamado – Parte 1

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Por Dave Harvey

O que significa para um homem ser “chamado”? Pense mais sobre isso; talvez haja mais do que você vê. “Chamado” não é uma palavra sem importância. No mínimo, implica alguém que chama. E como Sinclair Ferguson disse: “chamado” é uma das descrições mais frequentes para cristão do Novo Testamento. Quando Deus fala, homens deveriam ouvir.

Talvez você pense sobre um chamado como uma busca, uma procura, naquilo que o homem dedica a sua vida – sujeitos como William Wilberforce ou Martinho Lutero. Talvez “chamado” traga a sua mente seu pastor ou um missionário cujo sua igreja sustém; quem geralmente fala de sentir-se chamado. Para alguns, o chamado de um homem é somente outro meio de falar sobre seu trabalho; “chamado” significa trabalho ou carreira.

Pode te surpreender, mas na Escritura, a ideia de chamado inicialmente não é um carreira que optamos, uma causa que escolhemos, ou um código que nós usamos para destravar a vontade de Deus. Chamado bíblico é, em primeiro lugar, algo feito em nosso favor. É a convocação de Deus para o Salvador, e ao Seu serviço.

A convocação de Deus ao Salvador

Você lembra o dia, o evento, a mensagem, ou o ano onde você se sentiu diretamente e pessoalmente atraído a seguir Jesus? Para alguns foi dramático, um evento na vida marcado por emoções e comprometimento. Para outras foi uma atração lenta, como o sol da manhã leva embora as sombras da noite até que o novo dia brilhe com vida. Para mim foi uma temporada de paradas e recomeços, irresistivelmente me levando em direção a Deus por razões que eu não podia compreender. Mas apesar da sua história, houve finalmente uma verdade inegável que prendeu sua atenção: Deus chamou você para Ele mesmo. (Rm. 8.30)

Poucas coisas são tão memoráveis do que a realidade de que o Criador do universo se inclina para convocar pecadores. “Porque eu vim, não para chamar os justos, mas pecadores” (Mt. 9.13). Isto não é uma rede genérica lançada sobre os sem-nomes no mar da humanidade. Esta convocação é apaixonada, particular, e pessoal. “Mas agora, assim diz o Senhor, quem te criou ó Jacó, e quem te formou, ó Israel: ‘não temas, porque eu te redimi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu’”. (Is. 43.1).

É tentador pensar que este chamado diz mais sobre nós do que sobre Deus. Nós de fato possuímos valor inexplicável para Deus. (Sl. 8.5-8; Mt. 6.26), mas o ponto principal da sua convocação não é confirmar a nossa importância. Pecadores não são troféus especiais que Deus quis ganhar ou algum tipo de negócio da China que ele não podia recusar. Não, a altíssima glória do chamado irradia não em direção ao que é chamado, mas em direção àquele que chama. (1 Co. 1.29; Ef. 2:8-9).

No dia 10 de Março de 1876, a primeira ligação de telefone foi realizada. Alexander Graham Bell, o inventor, ligou para seu assistente, Thomas A. Watson. “Venha aqui”, disse Bell a Watson em uma ligação histórica, “Eu quero ver você”.

Thomas Watson nunca assumiu que a primeira ligação para ele foi realmente sobre ele. Watson não pulou do seu assento e agiu como um jogador da Liga Nacional de Futebol Americano, cravando o telefone no chão como se fosse o “touch-down” e batendo em seu tórax como uma estrela do jogo depois de uma pegada espetacular. Não, Watson viu algo muito maior. A primeira ligação ocorreu não por causa do homem sendo chamado, mas por causa do inventor.

O criador chamou; o receptor responde

De uma maneira imensamente profunda e infinitamente esplêndida, o chamado eficaz de Deus à salvação muito além sobre ele do que daqueles que Ele tem chamado (Ef. 1.3-14). Mais magnifico do que qualquer invenção humana, o instrumento para este primeiro chamado não é o dispositivo em si, mas a mensagem – o glorioso evangelho de um Salvador morto e ressurreto (2 Ts. 2.14) Isto significa que o primeiro chamado é o mais importante. E não é a respeito do que nós fazemos ou onde vamos, mas sobre quem nós devemos seguir (Rm. 1.6).

Este primeiro chamado é o fundamento para um segundo. O primeiro determina que nós somos – filhos de Deus redimidos pelo sangue do Seu Filho, Jesus. Com nossa identidade estabelecida, o segundo chamado marca o curso de nossas vidas; é a convocação para o Seu serviço. (João 13.13-17).

Continua na parte 2…

Fonte original/ Source: Calling
Por / by: Dave Harvey
Traduzido por/ Translated by: Anderson Alcides

Quando estou em Tua presença, dá vontade de…

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Se o título deste artigo te lembrou uma canção, é proposital. No entanto, antes de você continuar a leitura, preciso fazer algumas notas prévias:

Primeiro, escrevo isto com um profundo desejo de ver irmãos crescendo em graça e conhecimento de Cristo através do que  Bíblia diz e não o que eu digo; segundo, não é meu objetivo fazer uma crítica textual teológica da canção que contém a frase cujo título tem uma fração dela, tampouco criticar a banda que canta (não subscrevo ataques ad-hominem). Portanto o título é apenas uma ferramenta para chamar a atenção – tal qual jornais fazem. Terceiro, não menciono o nome da banda porque o artigo não é sobre ela e porque parto do pressuposto que o leitor já a conhece, visto que suas canções são entoadas em muitas igrejas; quarto, para que nossa adoração a Deus seja melhor, tanto individual quanto reunidos como igreja em nossos cultos.

Isto posto, vamos adiante. Boa parte deste artigo tem como base uma série de pregações expositivas em sequência a respeito do culto que oferecemos ao Senhor. Para explicar melhor, nas duas últimas pregações que fiz, seus títulos foram respectivamente: Celebrando a salvação e a justiça de Deus no Salmo 98 e A santidade de Deus deve moldar a nossa adoração no Salmo 99. Brevemente teremos uma exposição do Salmo 100. Contudo, é muito mais baseado no último sermão do salmo 99 que quero tecer algumas linhas que provém também de algumas reflexões.

O salmo 99 é um convite à todos que louvem o nome do Senhor e que os povos O celebrem por causa da santidade de Deus. Isto é demonstrado nos versículos 3, 5 e 9 “[…] pois Tu és santo”, “nosso Deus, é santo”, “pois ele é santo”, são evidentes nestes versos. O tema central do salmo 99 portanto é a santidade do Senhor. Este salmo faz parte dos salmos que estão relacionados ao culto ao Senhor e como ele deve ser.

Para explicar melhor, deixe-me primeiro dizer o que fiz. Eu dividi o salmo desta forma: versos 1 a 3, O Senhor Santo é soberano; versos 4 a 5, O Senhor Santo é Justo e executa Sua Justiça e versos 6 a 9 por fim, O Senhor Santo é Fiel.

Perceba que este salmo começa um pouco diferente dos anteriores. Muitos dos salmos anteriores que fazem parte da lista de convocação aos povos a exaltarem o Seu nome, começa com convites como: Celebrai ao Senhor, Dai louvor ao Senhor, Cantai um cântico novo ao Senhor. Este salmo é um dos que começam diferente. Que fazem uma declaração da majestade e da soberania do Senhor, bem como também o salmo 96.

O verso 1 declara: “O Senhor reina! Tremam os povos! Ele está entronizado sobre os querubins. Estremeça a terra!”

Amigos, isso não é linguagem figurada. Isto é muito real. O simples fato de alguém dizer isso, deve fazer com que haja temor em nossos corações. As Escrituras afirmam: “O Senhor reina; tremam as nações”.

Uma visão correta de Deus deve moldar a nossa adoração. A visão correta do seu caráter, da sua santidade, deve moldar a nossa liturgia para melhor. O nosso culto, seja individual ou coletivo, deve buscar agradar a Deus da forma que Ele requer e não dos nossos caprichos. O mais triste é constatarmos que ainda em certos níveis diferentes todos nós, de algum modo, falhamos em algum ponto em relação à nossa adoração a Deus. Eu mesmo já fiz muita coisa errada!

Uma coisa que não deixei de lembrar e martelou na minha cabeça foi a visão que Isaías teve diante do trono do Rei da Glória. Ele não pulou, ele não dançou, ele não fez nada daquilo que atualmente algumas canções em nossos momentos de louvores declaram. A implicação disto é que nossas canções (não somente elas, mas toda nossa vida) precisam de uma teologia correta acerca da pessoa de Deus.

O pastor Mark Dever em seu livro 9 Marcas de uma Igreja Saudável, no capítulo Teologia Bíblica, diz:

“Nosso entendimento do que a Bíblia ensina a respeito de Deus é crucial. […] Esta […] qualidade, a soberania de Deus, tem sido, por alguma razão, negada frequentemente, mesmo na igreja”. […] Essa resistência é muito perigosa para a vida espiritual de qualquer cristão”.

A atitude de Isaías ao ter a visão do Deus que é triplamente santo foi de assombro, espanto e temor. O estado da alma de Isaías é demonstrado quando ele clama: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” 

A santidade de Deus é algo é curiosa: ao mesmo tempo em que gera em nós curiosidade e certa atração, ela nos repele; ao mesmo tempo em que nos maravilhamos com a sua perfeição, nos assombramos e queremos distancia de Deus. Há uma tensão na nossa relação com a santidade do Senhor que deve nos fazer ter reverência para com sua pessoa, com os sacramentos – batismo e santa ceia – com o culto público e nosso culto particular, nosso devocional.

A santidade Deus, sua soberania, seus juízos e sua fidelidade devem ser motivos de adoração, louvor, rendição e humilhação diante dele. Estas expressões de louvor devem ser resultantes da percepção correta da santidade de Deus e do seu caráter.

A ilustração negativa disto é: se alguém reclama ser cristão, mas de alguma forma se comporta na sua vida particular ou em comunidade no culto público de forma leviana, a empurrar com a barriga – como dizemos – demonstra que está a agir como alguém que é convidado para estar na presença de uma autoridade e está a fazer palhaçadas e se comportar de modo indigno.

Portanto, o crente deve vir com expectativas e com o propósito firme de louvar a Deus ao se reunir com seus irmãos. Ao orar com sua família, ao trabalhar, ao render graças pelas bênçãos de Deus, ao receber o pão e o vinho com alegria. Com louvor, com alegria, mas com reverência e temor.

A razão de nos reunirmos, culto após culto, seja em comunidade ou até mesmo em particular é a glória de Deus e seu resplendor que brilham sua santidade. Tudo é a respeito de uma única pessoa: Cristo.

Se alguém reclama ser cristão, mas se porta de maneira incoerente do seu chamado em sua adoração a Deus, esta a privar a Deus de receber louvor e glória. Consequentemente, esta pessoa ou não tem uma visão correta de quem Deus é ou seu entendimento acerca de Deus, acerca de como deve adorá-lo está deturpado e portanto carece da graça de Deus para corrigi-lo, como foi feito com Isaías.

Nossas vidas devem ser dramaticamente tocadas por esta santidade, como aconteceu na vida de vários homens e que levou a adoração destes homens a mudar completamente. O conhecimento do caráter de Deus, da sua santidade, da sua misericórdia deve nos fazer ao mesmo tempo nos achegar com ousadia, intrepidez diante dele, pelo sangue de Cristo, mas deve nos lembrar de que não devemos agir com bobos da corte diante de um rei, quebrando protocolos. É neste ponto em que se encaixa o título deste post.

Devemos ter a mesma alegria, sermos simples, alegres contagiantes, mas com temor e reverência.

Como isto se aplica a sua vida? Como isto se aplica ao seu culto em sua igreja? Na sua casa?

“O Senhor reina; tremam as nações. Ele está entronizado entre os querubins; trema a terra”.

Anderson Alcides.

A indignação de cristãos e a parada gay 2015

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Viviany Beleboni 'crucificada' na Parada Gay (Foto: REUTERS/Joao Castellano )Tenho ciência de que muitos já falaram sobre a polêmica envolvendo a “crucificação” de um transexual na parada gay de 2015 em São Paulo. Aliás, desde o ocorrido, muitas “águas rolaram por debaixo da ponte”. E ainda há um pouco mais acredito eu, porque polêmica dá trabalho para deixar de ser polêmica.

Já que todos tem manifestado (ou manifestaram) sua opinião sobre o ocorrido, acho que também posso fazê-lo, já que vivemos em uma democracia – ao menos é o que esperamos que seja.

Pretendo não me alongar muito, portanto, vamos lá!

A tal “crucificação” foi vista por muitos cristãos, sejam católicos ou protestantes, como uma ofensa à fé cristã. De fato, inúmeros cristãos se sentiram ofendidos com o tal ato. Aqueles que pregam em alta voz, aos berros e que dizem lutar pela família brasileira e valores cristãos, prontamente responderam à altura. Pois ofensas do lado de cá, e do lado de lá, vem acontecendo não é de hoje – sejamos sinceros.

Cristãos se indignaram. Muitos postaram e protestaram nas redes sociais comentando a “crucificação” com algumas palavras, a exemplo de: “Estou indignado”; “Isto é blasfêmia”. E houve até alguns que foram até mais longe, rogando a Deus que enviasse fogo do céu. Estes gostariam de ter a vingança do Todo-Poderoso; e melhor ainda se ela viesse acompanhada de “sabor de mel”.

Confesso que quando via imagem na internet meus sentimentos foram mistos de tristeza, dor, espanto e, sim, uma certa indignação. Mas daí pensei alguns minutos depois: “Indignação. Porquê eu deveria me indignar? E o que isso significa?”

Uma rápida busca no dicionário Michaelis Online trás as seguintes definições abaixo; e por favor, tenha paciência comigo pois logo vou chegar aonde pretendo, mas para tanto acho necessário explicar estes termos.

indignar
in.dig.nar
(lat indignari) vtd 1 Causar indignação a; indispor, revoltar: A injustiça indignou-o. vpr 2 Sentir indignação, irar-se, revoltar-se: “Ouvindo isto os dez, começaram a indignar-se contra Tiago e João” (Evangelho segundo São Marcos, 10, 41 – trad. do Pe. Matos Soares). vpr 3 Não se dignar; dedignar-se: “Indignou-se de assinar a petição” (Laud. Freire).

A palavra indignar, tem o prefixo latino in que denota sentido contrário, privação, negação.¹ Portanto, ela é o contrário de dignar. E dignar significa:

dignar
dig.nar
(lat dignari) vpr Condescender em, haver por bem, ser servido, ter a bondade de: S. Exa. não se dignou de ouvir-nos. Com elipse da preposição de: Dignou-se a autoridade ouvir as declarações do indiciado. Usa-se como fórmula de deferência: Digne-se V. Exa. aceitar as nossas homenagens.

Todas estas palavras estão relacionadas também ao adjetivo digno que tem por significado: 1 Merecedor. 2 Habilitado. 3 Capaz. 4 Honrado. 5 Que convém; apropriado, acomodado, conforme: Resposta digna da pergunta. 6 Exemplar: Homem digno. 7 Que vale a pena. 8 Ilustre. Antônimo (acepções 1, 3, 4, 6 e 8): indigno.

A conclusão que pode-se se chegar é que sentir indignação é sentir que sua dignidade foi violada, e portanto esta pessoa se sente no direito de indignar-se, irar-se ou revoltar-se contra o ato que provocou tal sentimento.

Mas um cristão deve indignar-se? Penso que sim e não. Sim, com relação à certas situações ou momentos como por exemplo: injustiças sociais, violências, assassinatos. Indignar-se quanto ao seu direito de ter um trabalho digno que posso lhe render um salário justo pelo trabalho realizado. E para isso, ele pode manifestar sua indignação perante seu sindicato, sua classe trabalhista, seu chefe, inclusive. Greves existem porque muitos indignam-se por conta de salários péssimos e condições de trabalho que chegam ser desumanos muitas vezes. Mas perceba que estas coisas não são exclusivas apenas à uma classe de pessoas. Não são apenas cristãos que podem se indignar com estas coisas, mas qualquer um, de qualquer lugar; não importando raça, credo ou etnia. Esses são apenas alguns exemplos.

Então o que difere de fato? Onde quero chegar? É que, penso eu, um cristão não deveria se indignar se alguém ultraja a sua fé, se alguém zomba dela, se alguém escarnece dela. Porquê? Por que a fé cristã anda na contramão do sistema e ela é repleta de promessas e advertências do próprio Deus de que cristãos por conta da sua fé em Cristo – que é o Autor desta Fé – seriam perseguidos e sofreriam por amor a Ele.

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” Mateus 5:10-12

Mas, talvez alguém pense que deveria se indignar, pois é uma ofensa contra o direito de exercer, professar e ter liberdade de crença. Nesta linha de pensamento, muitos cristãos ficaram ofendidos, pois o seu direito de exercer, professar e crer no que creem foi ultrajado, foi desmerecido, foi desonrado.

Entretanto, a fé cristã, independente de onde esteja sendo professada ou tenha liberdade ou não de exercício, nunca foi bem aceita. O centro da sua mensagem é Cristo e Sua Cruz, e esta mensagem é escândalo. (Gálatas 5.11; 1 Coríntios 1.23).

Se a dignidade de Cristo foi ultrajada? Sim! Há mais de dois mil anos. O Filho do Homem se entregou, se humilhou, se esvaziou até à morte de cruz. (Fp. 2.5-8). Se aqueles que cometeram tal ato, zombaram do nome de Deus e do Seu Filho prestarão contas? Sim, as Escrituras deixam claro. Um dia, sim! (1 Pe. 4.3-5).

Em toda a história, cristãos foram ridicularizados, humilhados, perseguidos, mortos ao fio da espada, zombados, escarnecidos por causa da sua fé, pura e simplesmente. E esta fé que eles têm, deve-se não à dignidade deles como seres humanos para tê-la, mas unicamente daquele que é o Autor dela. Não se deve à dignidade daqueles que a portam, anunciam ou professam. Não devemos nos gloriar em tê-la. Ao contrário, devemos ser humildes, pois em nós não havia dignidade alguma para que fossemos alvos do amor de Deus.

Inclusive o termo cristão, criado e dito pela primeira vez na cidade de Antioquia, era um termo pejorativo, de humilhação. É importante notar que não vemos nenhum relato de que os cristãos se sentiram indignados por isso. Eles acabaram adotando este termo para si.

Pedro nos exorta inclusive que, se alguém sofre como cristão, por ser um cristão deve se gloriar.

“Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios;Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte”. 1 Pedro 4:15-16

Em outra parte ele diz: Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente;” 1 Pedro 2.21-23

O mundo repudia Cristo, pois está morto espiritualmente. Aqueles que vivem zombando, não são piores do que nós, e nós não somos melhores do que eles, pois todos são pecadores. Todos igualmente carecem da graça de Deus, e todos precisam se arrepender dos seus pecados e crer em Cristo igualmente para sua salvação.

Ao ver aquela imagem senti vontade de me indignar. Mas voltei atrás. Porque eu não sou digno de carregar o nome de Cristo e professar a fé, cujo autor é o próprio Cristo. Mas se hoje o faço e professo esta fé, está fundamentada unicamente em Sua Graça.

Eu não devo me indignar como cristão, se minha fé tem sido aos olhos naturais ofendida. Pois o Reino de Cristo não é deste mundo. Meu lar não é aqui. Eu sou peregrino em terra estranha.

Bispo Walter McAlister comentou sabiamente no Facebook:

“Muitos querem que a igreja volte a ser o que foi no primeiro século. Mas não querem que o mundo os trate como a tratou no primeiro século.”

O pastor Charles Haddon Spurgeon (1834-1892) disse certa vez:

“Se Cristo leva uma coroa de espinhos, ambicionaremos uma coroa de laurel?”

Concluo dizendo que é privilégio do crente sofrer por amor a Cristo, ser zombado por amor a Cristo, por ter coragem de se expor e dizer que crê em Cristo. Por isso não se indigne se alguém fizer chacota, quiser provocar ou até cometer sacrilégios. A fé cristã genuína é transcendente. Vai além dos que os olhos podem ver.

Soli Deo Glória

Anderson Alcides.

Como um crente deve se preparar para uma crise?

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“…Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.” Mateus 5.45 NVI

“O caminho do preguiçoso é cheio de espinhos, mas o caminho do justo é uma estrada plana.” Provérbios 15:19 NVI

Uma crise é uma mudança brusca ou uma alteração importante no desenvolvimento de um qualquer evento ou acontecimento. Essas alterações podem ser físicas ou simbólicas. Crise também é uma situação complicada ou de escassez.

O mundo sempre viveu em crise. Há diversos tipos de crise, e desde que tudo foi feito, todo o tipo de crise existe.

Os que têm acompanhado a situação política atual do Brasil, podem constatar que este país tem passado por crises. Mudanças por conta de escândalos de corrupção, impunidade, alta do preço de produtos e commodities  e tantas outras mazelas afligem a nação, e claro, o povo sofre. O atual cenário tem mudado dia após dia. Pais de família percebem ao ir ao supermercado. Aquilo que alguém comprava por preço “x” em certo dia, no outro o preço já é outro. Empresas recentemente, começaram a fazer cortes em seu quatro de funcionários.
Não estou comparando a atual época à mesma dos anos 80 e meados dos 90.
Mas não podemos negar: estamos passando por uma crise. E creio que ela vai se intensificar. Pra alguns seus efeitos poderão ser mais fortes, pra outros nem tanto. Mas, sim, nós brasileiros precisamos repensar nossas atitudes diante do cenário político e obviamente financeiro que está à nossa frente.

Se você é um cristão, você não está imune aos efeitos dela. A crise vem pra todos, sem excessão. Então, se você é um cristão, como eu, como poderemos passar por e sobreviver no meio destas mudanças bruscas? Não é meu intuito esgotar o assunto (e nem acho que seja possível), mas vamos em algumas linhas buscar responder esta pergunta. Vamos buscar ser objetivos, para não prolongarmos muito o texto.

1. Se você está trabalhando, continue e faça sempre o melhor;
2. Inove e seja criativo;
3. Comece a poupar, se não fez até hoje. Aliás, poupar sempre devemos fazer, não somente quando as coisas apertam;
4. Repense seu orçamento (eu comecei a fazer isso) – muitas coisas vão ser cortadas;
5. Se você costuma viajar todo ano, vá o item 4.
6. Se não está trabalhando, continue procurando. Há oportunidades mesmo em tempos difíceis.
7. Capacite-se. Tem muitos cursos bons, inclusive gratuitos e online.

Essas são instruções comuns a todos, crentes e não crentes, pois afinal ninguém está livre das lutas da vida, mesmo sendo alguém que é crente há anos. E mesmo que a adversidade vier bater um dia à porta, continue confiando em Deus, pois ele supre as necessidades. Eu disse: necessidades; e não caprichos.

Entretanto, há aqueles que infelizmente irão à alguma campanha para tentarem se ver livres das adversidades que possam surgir. Alguns tentam ungir carteiras de trabalho, carteiras – aquela que você guarda documentos, carro, casa, com medo – digamos a verdade, de perderem estas coisas e outras mais.
Amigo, isto não é fé cristã. Fuja disso. É macumba travestida de cristianismo.

Lembre-se de Jó, que, muito considerado por Deus, não deixou de passar por adversidades terríveis. A história dele está registrada pra mostrar que dias maus acontecem com todos, até com aqueles que servem a Deus.
A diferença é como viver neste tempo difícil. Se acontecer com você, permaneça firme e fiel ao Senhor, pois até mesmo nas lutas ele cuida de nós.
Nós gostamos muito de dizer o verso de Romanos: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”; sim, é verdade. Até mesmo as ruins.

Trabalho é bênção, portanto trabalhe. Continue confiando em Deus em qualquer situação. Afinal, Ele tem o controle de tudo, inclusive do atual cenário político e financeiro do Brasil.

Soli Deo Gloria
Anderson Alcides.

Porque homossexualidade não é como outros pecados

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Why Homosexuality Is Not Like Other Sins

Homossexualidade não é o único pecado mencionado em 1 Coríntios 6.9-10

“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos,
nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus”.

Não é o único pecado mencionado, mas é diferente de todo o restante, pelo menos neste momento. No momento na história, ao contrário dos outros pecados listados nesta passagem, homossexualidade é celebrada pela nossa sociedade com entusiasmo que abre caminhos, entusiasmo pioneiro. É vista como uma coisa boa, como um novo marco do progresso.

Para ser exato, as massas cada vez mais não dão a mínima a respeito do pecado em geral. Inúmeras pessoas são idólatras, sem mencionar aqueles que são sexualmente imorais, ou que cometem adultério, ou que roubam e são gananciosos e se embriagam e insultam seus vizinhos e enganam outros. Isto acontece o tempo todo. E cada um destes pecados sem arrependimento são a mesma coisa no senso do julgamento de Deus. Todos eles merecem Sua ira. E nós somos constantemente lembrados que “assim foram alguns de vocês” (1 Coríntios 6.11). Vocês na igreja.

A respeito da opinião popular

Porém, até onde eu saiba, nenhum destes pecados é aplaudido tão agressivamente por grupos inteiros de pessoas que advogam por sua normalidade. Imoralidade sexual não é mais o tipo de lança que é empurrada progressivamente. Adultério ainda é visto com olhares de desaprovação por muitos. Acusações de cobiça ou ganância ainda mancham a campanha de um político. Roubo ainda não é aceito, e não há iniciativas oficiais dizendo que está tudo bem em pegar coisas que não pertencem a você. Também não há nada na agenda a respeito de embriaguez. Muitos não se orgulham em escolher uma bebida que ultrapassa a linha da sensatez, e não há nenhuma petição para que o governo revogue as restrições de dirigir para motoristas alcoolizados. Insultar outros ainda não é visto como o melhor meio de fazer amigos e influenciar pessoas. Trapacear ou fraudar, especialmente em nível corporativo, geralmente leva alguém para a cadeia. Na verdade, a infraestrutura da economia americana depende disso, em alguma medida, do nosso desdém compartilhado por fraudes convenientes.

Talvez, exceto a fornicação, estes pecados ainda são vistos em uma luz muito negativa. Mas não a prática homossexual, não por aqueles que neste momento estão falando alto e mantendo firme suas posições. De acordo com consenso emergente, homossexualidade é diferente.

Ser contra o que

Como cristãos, nós cremos com profunda sinceridade que abraçar a prática homossexual, junto com outros pecados, mantém as pessoas fora do Reino de Deus. E se nossa sociedade a celebra, não podemos não nos importar e não dizer nada. Muita coisa está em jogo. Isso significa dizer de um jeito muito simplificado, que nós Cristãos – ou os evangélicos conservadores – são simplesmente contra a homossexualidade. Nós somos contra qualquer pecado que prende as pessoas de uma alegria eterna em Deus, e a prática homossexual obtém toda esta pressão porque, neste momento cultural, é o principal pecado aprovado recentemente em nosso contexto pelos poderes constituídos.

Vamos dizer que se uma nova agenda cultura promovesse o roubo – alguém dirá agora que é o nosso direito pegar o que quisermos de outras pessoas por qualquer meio – e Cristãos irão falar contra isso. O problema é o pecado. É contra isto que nós somos contra.

E é isso que faz a nossa voz ser tão única quando falamos nisto em um debate.

Alguns gostariam de ver toda esta questão de homossexualidade dividida em dois campos: aqueles que a celebram e aqueles que a odeiam. Ambos estes grupos existem em nossa sociedade. Há números crescentes, debaixo de grande pressão social, aqueles que aprovam e elogiam homossexualidade. Nós podemos chama-los de esquerda. E há aqueles que odeiam a homossexualidade, com a maior razão e afastados de qualquer preocupação cristã. Nós podemos chama-los de direita.

Estas maravilhosas palavras

O debate atual é inflamado por estas duplas lentes. Aqueles da esquerda tentam amontoar todos que discordam deles do lado direito. Se você não suporta, você odeia. Enquanto isso, aqueles da direita veem compromisso e covardia em qualquer um que não fique com o rosto vermelho e brigue. Se você não odeia, você suporta.

Porém verdadeiros seguidores de Cristo não adotam nenhum dos lados. Nós temos algo a dizer que nenhum outro está dizendo ou pode dizer.

Nos afastando de ambos os lados, esquerda e direita, nós não celebramos a prática homossexual, nós temos conhecimento claro da palavra de Deus relevada que isto é pecado; e nós não odiamos aqueles que abraçam a homossexualidade, nós os amamos o suficiente para não ceder às pressões sociais. Nós falamos a verdade em amor no meio desta confusão, dizendo ao mesmo tempo: “Está errado” e “Amo você”. Nós não somos a esquerda; nós dizemos, isto é errado. E nós não somos a direita; nós dizemos: você é amado. Nós falamos as boas novas com as mais doces, profundas e as mais gloriosas palavras da cruz – as mesmas palavras que Deus nos disse – “Você está errado, e você é amado.”

Deus nos diz que nós estamos errados, que o salário do pecado é a morte, que rebelião sem arrependimento significa julgamento, que nosso resgate requereu a morte do seu filho (Romanos 3:23; João 3:36; Gálatas 3:13). Deus nos diz que nós somos amados, mesmo ainda enquanto éramos pecadores, Jesus morreu por nós, enquanto nós éramos injustos. Jesus sofreu em nosso lugar, enquanto estávamos destinados à ira, Jesus nos convida para a glória (Romanos 5:8; 1 Pedro 3:18; Efésios 2:1-7).

Onde o Evangelho Brilha

Você está errado e você é amado – esta é a voz única dos Cristãos. É o que dizemos, falando de nossa própria experiência, como Tim Keller bem colocou: “nós somos muito piores do que imaginamos, e muitos mais amados do que poderíamos sonhar”.

Esta é a nossa mensagem neste debate, quando as elites nos desprezam, quando canções nos difamam, quando ninguém tem os recursos para dizer qualquer coisa além destes dois extremos, nós temos esta incomparável oportunidade de deixar o evangelho brilhar, para alcançar em graça: você está errado e você é amado. Nós temos que dizer isto.

É por isso que homossexualidade não é como outros pecados.

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Autor: Jonathan Parnell

Fonte original: http://www.desiringgod.org/articles/why-homosexuality-is-not-like-other-sins

Traduzido por: Anderson Alcides, com autorização do autor via twitter.

A voz da razão é sempre importante

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ore pelobrasilHá muito não escrevo no blog por motivos particulares. Entretanto, diante do cenário em nosso país perante as decisões do governo vigente – principalmente após as eleições de 2014 – perspectivas sobre o futuro do Brasil não são tão promissoras ou animadoras. Há incertezas pairando no ar.

De fato há um peso espiritual sobre esta nação e os servos do Senhor precisam estar sensíveis a isto.

Abaixo compartilho um texto do Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Nova Vida, Walter McAlister, sobre este cenário e o seu conclame ao povo do Senhor a orar por esta nação.

Eu me junto a ele e a outras vozes neste país a clamar: Senhor, tenha misericórdia do Brasil. Mude o Brasil e o coração dos governantes. Mude o coração da Igreja. Traga-nos arrependimento.

Leia o texto e principalmente compartilhe. Incentive a sua igreja a orar pelo Brasil e pelo futuro de nossas famílias.

Pr. Anderson Alcides.

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A voz da razão é sempre importante. Procuro sempre recorrer a isto, pois sou uma pessoa que busca ser coerente e razoável. No entanto, o que percebi é que esta nação está sendo manipulada por forças que querem poder absoluto sobre nós. Usam a real necessidade do povo, a revolta que a pobreza extrema gera, as feridas históricas entre brancos e negros, homens e mulheres, para criar um ambiente de luta de classes, luta de setores, que em muito extrapola a razão. Nesta luta, pessoas se afastam e o Estado entra e ocupa todo o espaço de mediação. Se fosse um estado benigno (e não conheço um desses em toda a história humana), até seria um paliativo. Mas, o que vemos é que a sociedade que não vive em harmonia não é viável. No seu lugar se instala um poder ditatorial.

Por isso, imploro que o povo de Deus perdoe, ore, e se arrependa. A única esperança que este país ainda tem é um mover de Deus. Isto, sim, tem precedentes históricos. O grande avivamento da Inglaterra acabou com o comércio de escravos e o trabalho infantil. Levantou um país que estava em petição de miséria, com uma distribuição de renda absolutamente imoral (algo parecido com o nosso). As questões sociais, apresentam reivindicações legítimas. Tanto os pobres quanto os ricos desta nação são miseráveis – opressores e oprimidos. Digamos a verdade.

Nós estamos à beira de um catástrofe histórico que só quem conhece a história tem noção. Se a Igreja não orar e Deus não derramar um avivamento sobre esta nação nós iremos perecer, a luz se apagará e a nação se verá nas mãos de déspotas. Tudo que temos por sagrado será esmagado, e arrancado de nós. Nosso filhos e netos serão escravos do Estado, como acontece nos países que os nossos governantes tanto elogiam.

Precisamos orar, nos arrepender dos nossos pecados e perdoar uns aos outros. Temos que nos tornar um povo de coração voltado somente para Deus, parar de procurar os nossos prazeres e olhar para o nosso próximo com compaixão e generosidade. Cuidar de órfãos e viúvas, e dos pobres faz parte da missão da igreja. Mas a maior delas é proclamar o Ano Aceitável do Senhor – as boas novas do Evangelho. Todo que crê em Cristo Jesus e deixar de buscar a sua própria vida será salvo. Ah, como isto é urgente. Meu coração está pesado. Mas creio que ainda há tempo para virar isto tudo. Oremos meus queridos irmãos na fé. Oremos!!! Deus tem que visitar esta nação com poder, graça, justiça, e amor.

Por Bispo Walter McAlister

Fonte: Facebook